Unidade 3

Elementos Direito
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Introdução

A nutrição na fase adulta tem como premissa a manutenção da saúde, a prevenção de doenças (especialmente as crônicas não transmissíveis) e a garantia da qualidade de vida. As necessidades nutricionais variam de acordo com diversos fatores, como sexo, idade, estilo de vida, nível de atividade física e estado nutricional, sendo todos esses elementos fundamentais na prevenção de doenças. A população adulta compreende indivíduos entre 20 e 60 anos de idade.

A alimentação exerce um papel fundamental e abrangente em diversas áreas da vida adulta, influenciando aspectos como a capacidade de estudar e trabalhar, a disposição para realizar atividades diárias e a sensação de bem-estar. Além disso, a alimentação faz parte de momentos de lazer e socialização, como sair para jantar, comemorar aniversários ou fazer piqueniques. Também está diretamente relacionada à nossa aparência física, bem-estar e longevidade.

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Alimentação no Adulto

A principal demanda da nutrição no adulto refere-se:

·         Redução de gordura corporal;

·         Manutenção ou redução do peso;

·         Repor reservas de ferro;

·         Tratar constipação.

Mas outras doenças necessitam de suporte nutricional como:

ü  Gastrite e refluxo;

ü  Redução de taxas (hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia);

ü  Doenças intestinais, hepáticas, renais;

ü  Obesidade.

E o principal objetivo da nutrição é auxiliar o individuo nesse processo, seja de tratamento ou de cura. No entanto o indivíduo precisa desejar, estar disposto para essa mudança. E essa mudança de comportamento é o maior desafio dos profissionais de saúde! Pois muitas vezes o conhecimento não é suficiente para que haja mudanças efetivas.

E com relação aos estágios de mudança vamos recorrer a nutrição comportamental que estão descritos a seguir:

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REFLETINDO SOBRE

REFLETINDO SOBRE

Um estudo realizado pela FIESP em 12 regiões brasileiras em 2018 revelou que oito em cada dez brasileiros afirmam se esforçar para ter uma alimentação saudável. Além disso, 71% dos entrevistados declararam estar satisfeitos com sua própria alimentação. No entanto, segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), a obesidade no Brasil aumentou 72% nos últimos treze anos, passando de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019.

O papel da nutrição expandiu-se significativamente e, atualmente, é visto como uma ferramenta não apenas para a prevenção de doenças, mas também para a promoção da saúde e da qualidade de vida. Na idade adulta, a nutrição enfatiza a importância de uma dieta equilibrada para a manutenção do bem-estar e a prevenção de enfermidades.

Entretanto, diversos fatores influenciam a alimentação. O quadro abaixo sintetiza diferentes aspectos do cotidiano adulto que impactam a escolha alimentar.

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Temos diversas causas para os desvios alimentares:

ü  Ordem econômicas

ü  Dificuldade de providenciar alimentação;

ü  Falta de atividade física;

ü  Excesso de trabalho (horas extras, distância do trabalho para casa);

ü  Maus hábitos alimentares.

O Brasil possui um guia alimentar para a nossa população, que é um documento de referência no campo da Alimentação e Nutrição, onde reforça o papel do Estado e a necessidade de realização de políticas publicas para garantia da implementação de suas recomendações, servindo como instrumento de diálogo com os diferentes setores do governo e da sociedade para gerar melhorias em todas as etapas do sistema alimentar.

 

4.1.1 Modos de comer

Os modos de comer atuais são caracterizados por uma complexa interação de tendências, influências culturais, socioeconômicas e tecnológicas. A vida moderna, com horários apertados, impulsiona o consumo de alimentos prontos ou semiprontos, que exigem pouco ou nenhum preparo. Ao mesmo tempo, a indústria alimentícia investe fortemente em marketing para promover esses produtos, que, além de serem mais acessíveis financeiramente, estão associados ao aumento da obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e outros problemas de saúde, devido ao alto teor de sódio, açúcares, gorduras não saudáveis e aditivos químicos.

O ato de comer em frente às telas—sejam elas televisão, computador, tablet ou celular—pode afetar uma série de comportamentos, trazendo consequências negativas para a saúde física e mental. Os principais impactos incluem: perda dos sinais internos de fome e saciedade, menor apreciação do que se come, mastigação insuficiente e aumento do risco de compulsão alimentar.

Já a comensalidade refere-se ao ato de comer junto, compartilhando a mesa e a refeição com outras pessoas. Esse hábito vai muito além da simples ingestão de alimentos para nutrição, pois envolve aspectos sociais, culturais, emocionais e até mesmo rituais que acompanham o ato de comer em companhia. A comensalidade funciona como um aglutinador social e um veículo de cultura.

Comer acompanhado pode influenciar a velocidade da ingestão, a quantidade de comida consumida e até mesmo as escolhas alimentares. A atenção à mesa e à companhia pode levar a uma alimentação mais consciente. Além disso, as refeições compartilhadas podem reforçar a identidade de um grupo—seja ele familiar, de amigos ou cultural. Os alimentos e as formas de comer juntos tornam-se marcadores de identidade.

 

4.2 Guia Alimentar da População Brasileira

Os guias alimentares devem derivar-se e ser guiados por princípios explícitos. Os princípios que orientaram a elaboração deste guia são:

  • A alimentação é mais do que a ingestão de nutrientes.
  • As recomendações sobre alimentação devem estar em sintonia com seu tempo.
  • A alimentação adequada e saudável deve derivar de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável.
  • Diferentes saberes contribuem para a formulação de guias alimentares.
  • Guias alimentares ampliam a autonomia nas escolhas alimentares.

Recomendações gerais

  1. Faça dos alimentos in natura ou minimamente processados a base da sua alimentação.
    Alimentos de origem vegetal ou animal são fundamentais para uma alimentação nutricionalmente equilibrada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável.
  2. Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.

Quando usados com moderação em preparações culinárias, os óleos, as gorduras, o sal e o açúcar contribuem para diversificar e tornar a alimentação mais saborosa, sem comprometer seu valor nutricional.

  1. Limite o consumo de alimentos processados, utilizando-os em pequenas quantidades como ingredientes de preparações culinárias ou como parte de refeições baseadas em alimentos in natura.

Embora esses produtos possam agregar sabor e prolongar a vida útil dos alimentos, eles tendem a ser nutricionalmente desequilibrados, favorecendo o consumo excessivo de calorias.

 

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PREFIRA SEMPRE ALIMENTOS E PREPARAÇÕES CULINÁRIAS A PRODUTOS PRONTOS PARA CONSUMO E EVITE PRODUTOS ULTRAPROCESSADOS

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Para além das recomendações gerais o Guia traz 10 passos para uma alimentação saudável:

1.      Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação. Priorize frutas, verduras, legumes, grãos integrais, tubérculos, raízes, carnes, ovos, leite e iogurte natural.

2.      Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias. Use esses ingredientes com moderação.  

3.        Limite o consumo de alimentos processados. Evite biscoitos, pães industrializados, queijos processados, conservas, entre outros.

4.      Evite o consumo de alimentos ultraprocessados. Não consuma refrigerantes, salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, sorvetes, embutidos, entre outros.

5.      Coma com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia. Faça refeições em horários definidos, sem distrações e, se possível, na presença de outras pessoas.

6.      Faça compras em locais que ofereçam uma variedade de alimentos in natura ou minimamente processados. Prefira feiras, mercados e produtores locais.

7.      Desenvolva, exercite e compartilhe habilidades culinárias. Cozinhar é uma forma de ter controle sobre o que você come e de socializar.

8.      Planeje seu tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece. Reserve um momento para cozinhar e para comer com calma.

9.      Dê preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora. Opte por restaurantes que oferecem comida caseira e evite fast food.

10.  Seja crítico quanto às informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais. Nem tudo que é anunciado como saudável realmente é.

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Recomendações Nutricionais para o Adulto

Inicialmente, para que se possa avaliar as recomendações nutricionais de um adulto, é necessário compreender como essa energia é gasta. Estudos apontam que entre 60% e 75% do nosso Gasto Energético Basal (GEB) são consumidos durante processos vitais, como bombeamento do coração, respiração, fala e pensamento. Além disso, entre 15% e 30% da energia são utilizadas durante a atividade física, enquanto 5% a 10% são consumidos na digestão, absorção e metabolismo dos alimentos ingeridos, assim como no armazenamento dessas reservas na forma de glicogênio e gordura (MELO, TIRAPEGUI, RIBEIRO, 2008; CARVALHO et al., 2012).

Aspectos a serem observados em uma orientação nutricional:

·         Hábito Alimentar;

·         Disponibilidade de alimentos;

·         Poder aquisitivo;

·         Quantidade de refeições realizadas;

·         Necessidades nutricionais relativas ao estado de saúde;

·         Estilo de vida e rotina diária

·         Ingestão de líquidos;

·         Controle de sal, alimentos ultraprocessados e gordura...

Avaliação Física no Adulto

A avaliação física no adulto envolve quatro grandes parâmetros: anamnese, antropometria, inquéritos alimentares e exames laboratoriais. Trata-se de um processo abrangente que visa fornecer um diagnóstico nutricional global do indivíduo.

Os critérios de avaliação podem variar conforme os objetivos—seja para a saúde geral, prática de atividade física ou diagnóstico específico—e os recursos disponíveis. No entanto, alguns critérios são fundamentais e frequentemente utilizados

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Anamnese

·         Histórico: Qual é o histórico familiar, se possui doenças preexistentes, quais medicações estão em uso, se possui alergias, se já fez cirurgias.

·         Estilos de Vida: Nível de atividade física, hábitos alimentares, consumo de álcool e/ou cigarro, qualidade do sono, nível de estresse.

·         Queixas e Sintomas: Presença de dor, fadiga, falta de ar, palpitações, tonturas etc.

·         Inquérito Alimentar: Irá fornecer informações detalhadas sobre os alimentos e bebidas consumidos por uma pessoa em um período específico (últimas 24 horas ou últimos 7 dias). Sendo assim, serve como base para elucidar padrões alimentares e indicando os fatores de risco pré e patogênico.

2. Avaliação Antropométrica:

- Peso: Medido com balança calibrada.

- Altura: Medida com estadiômetro.

- Índice de Massa Corporal (IMC): Calculado pela fórmula IMC = Peso (kg)/ altura (m)2 ​. É um indicador geral de peso, classificado em categorias (baixo peso, eutrofia, sobrepeso, obesidade graus I, II e III).

·         Cálculo de Peso Ideal pelo IMC: PI = A2 x IMC (ideal)

Feminino: 20,8

Masculino: 22

·         Circunferências:

- Cintura: Medida na menor circunferência entre a última costela e a crista ilíaca. É um importante indicador de gordura abdominal e risco cardiovascular.

- Quadril: Medida na maior circunferência sobre os glúteos.

- Relação Cintura-Quadril (RCQ): Calculada pela fórmula RCQ = circunferência do quadril (cm)/ circunferência da cintura (cm)​. Também indica risco cardiovascular.

Outras circunferências podem ser medidas dependendo do objetivo (braço, coxa etc.).

 

- Dobras Cutâneas (Adipometria): Medida da espessura da gordura subcutânea em pontos específicos do corpo (tricipital, bicipital, subescapular, suprailíaca, abdominal, coxa, panturrilha). Utilizada para estimar a porcentagem de gordura corporal.

 

3. Avaliação da Composição Corporal:

 

- Bioimpedância Elétrica (BIA): Método que mede a resistência do corpo à passagem de uma corrente elétrica. A água corporal conduz a eletricidade mais facilmente que a gordura, permitindo estimar a massa magra, massa gorda e água corporal.

- Densitometria Óssea (DXA): Embora primariamente utilizada para avaliar a densidade mineral óssea, também fornece informações precisas sobre a composição corporal (massa magra, massa gorda e massa óssea). (CONSIDERADO MÉTODO OURO PARA AVALIAÇÃO DE COMPOSIÇÃO CORPORAL).

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Marcadores bioquímicos

Hemograma Completo: Avalia as células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas), auxiliando na detecção de anemias, infecções, inflamações e problemas de coagulação.

- Glicemia em Jejum: Mede o nível de açúcar no sangue após um período de jejum, sendo importante para o rastreamento e monitoramento do diabetes.

- Colesterol Total e Frações (LDL, HDL, VLDL) e triglicerídeos (Lipidograma): Avalia os níveis de gorduras no sangue, importantes para a avaliação do risco cardiovascular.

- Função Hepática (TGO/AST, TGP/ALT, Bilirrubinas): Avalia a saúde do fígado, detectando possíveis danos ou inflamações.

- Função Renal (Creatinina, Ureia, Taxa de Filtração Glomerular - TFG): Avalia a capacidade dos rins de filtrar resíduos do sangue.

- TSH e T4 Livre: Avaliam a função da tireoide, importante para o metabolismo geral do corpo.

- Ácido Úrico: Níveis elevados podem indicar risco de gota e problemas renais.

- Hemoglobina Glicada (HbA1c): Avalia o controle glicêmico em um período de 2 a 3 meses, útil no acompanhamento de diabetes.

- Vitamina D: Importante para a saúde óssea e outras funções do organismo.

- Vitamina B12 e Ácido Fólico: Importantes para a função neurológica e formação de células sanguíneas.

- Ferro e Ferritina: Avaliam os níveis de ferro no organismo, importantes no diagnóstico de anemias.

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REFLETINDO SOBRE

REFLETINDO SOBRE

Obesidade

A obesidade é uma doença multifatorial caracterizada pelo excesso de peso e pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo, comprometendo a saúde do indivíduo. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública global, seu diagnóstico é feito principalmente por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) e da avaliação do percentual de gordura corporal.

A obesidade resulta de um desequilíbrio energético, em que a ingestão calórica é significativamente maior do que o gasto energético ao longo do tempo. No entanto, diversos fatores podem contribuir para esse desequilíbrio:

 

ü  Fatores Genéticos: A predisposição genética pode influenciar o metabolismo, o apetite e a forma como o corpo armazena gordura.

ü  Fatores Ambientais: Disponibilidade a alimentos ultraprocessados, ricos em calorias, gorduras, açúcares e sal, contribui para o aumento da ingestão calórica; estilo de vida Sedentário; ambiente social e cultural.

ü  Fatores Comportamentais: Hábitos alimentares inadequados; comer emocional utilizando a comida como forma de lidar com emoções.

ü  Fatores Metabólicos e Hormonais: Algumas condições médicas e alterações hormonais podem contribuir para o ganho de peso.

ü  Fatores Psicológicos: Estresse, ansiedade e depressão podem estar relacionados a padrões alimentares não saudáveis.

ü  Uso de Medicamentos: Alguns medicamentos podem ter como efeito colateral o ganho de peso.

ü  Privação de Sono: A falta de sono adequado pode afetar os hormônios que regulam o apetite.

Os dados da Organização Mundial da Saúde são alarmantes: a obesidade é um dos mais graves problemas de saúde que enfrentamos. A estimativa para 2025 aponta que 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estarão acima do peso, sendo 700 milhões classificados como obesos, ou seja, com um Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 kg/m².

4.5.1 Complicações da obesidade

Tratamento da Obesidade

O tratamento da obesidade é multidisciplinar e visa a perda de peso gradual e sustentável, além da melhora da saúde geral e da qualidade de vida. As principais abordagens incluem:

  • Dietético: Orientação e conduta nutricional para uma dieta equilibrada, com foco em alimentos in natura ou minimamente processados, controle de porções e redução da ingestão de ultraprocessados ricos em açúcares, gorduras não saudáveis e sódio.
  • Físico: A prática regular de exercícios aeróbicos e de força contribui para o aumento do gasto energético, melhora da composição corporal e da saúde cardiovascular.
  • Farmacológico: Alguns medicamentos podem ser prescritos por médicos para auxiliar na perda de peso, geralmente em conjunto com mudanças no estilo de vida. Eles atuam reduzindo o apetite ou diminuindo a absorção de gordura.
  • Terapia Cognitivo-Comportamental: Estratégias para identificar e modificar comportamentos alimentares não saudáveis, desenvolver habilidades de enfrentamento e promover a adesão ao tratamento. Em alguns casos, o acompanhamento psicológico é essencial para lidar com questões emocionais relacionadas à alimentação e ao peso.
  • Cirúrgico: Indicado para pessoas com obesidade grave (IMC ≥ 40 kg/m²) ou obesidade associada a comorbidades graves (IMC ≥ 35 kg/m²) que não obtiveram sucesso com outras formas de tratamento. Diferentes técnicas cirúrgicas promovem a perda de peso ao restringir a capacidade do estômago e/ou reduzir a absorção de nutrientes.
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Terapia Nutricional para Obesidade

O tratamento nutricional consiste em dietas balanceadas, com 20% a 30% de gorduras, 55% a 60% de carboidratos e 15% a 20% de proteínas. O fator mais importante é o déficit calórico de 500 a 1000 kcal/dia, permitindo ao paciente uma escolha variada de alimentos com adequação nutricional. Esse modelo pode se basear no Guia Alimentar, aumentando a aderência ao tratamento, pois permite que o paciente continue consumindo alimentos de seu cotidiano, facilitando uma perda de peso sustentada.

Não há evidências científicas que recomendem dietas como cetogênicas, jejum intermitente, dietas sem glúten e sem lactose para o tratamento da obesidade. Além disso, dietas com menos de 800 kcal/dia devem ser utilizadas apenas em circunstâncias muito limitadas.

1. Descreva os principais componentes de uma avaliação completa para um adulto e explique a importância de cada um deles na identificação de potenciais riscos à saúde e na prescrição dietetica.

2. Um indivíduo adulto sedentário com 55 anos, com peso de 70 kg e 1,55 altura. Calcule o IMC e classifique seu estado nutricional. Após o resultado, construa uma orientação nutricional para o paciente visando a melhoria da saúde.

3 Qual o valor de IMC considerado o individuo como obeso morbido? E quais são as indicações de terapia nutricional para esse individuo.

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QUERO SABER MAIS

QUERO SABER MAIS

·         TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR EM ADULTOS E SUA RELAÇÃO COM OS HÁBITOS NUTRICIONAIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA: https://unipar.openjournalsolutions.com.br/index.php/saude/article/view/10804/5133

 

·         CARACTERISTICAS ANTROPOMÉTRICAS, NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E COMORBIDADES DE PACIENTES COM OBESIDADE MÓRBIDA CANDIDATOS A CIRURGIA BARIÁTRICA: https://www.revistacoorte.com.br/index.php/coorte/article/view/182/132

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NUTRIÇÃO NO IDOSO

Os idosos apresentam maior suscetibilidade a alterações no estado nutricional, tornando esse aspecto crucial para a manutenção da saúde, qualidade de vida e prevenção de diversas doenças. Em países em desenvolvimento, a senescência inicia-se aos 60 anos, enquanto em países desenvolvidos, aos 65 anos. Com o envelhecimento, ocorrem mudanças metabólicas, fisiológicas e, principalmente, sociais, que podem impactar o estado nutricional dos indivíduos, como:

  • Surgimento de doenças crônicas;
  • Perda da composição óssea (osteoporose, osteopenia, sarcopenia);
  • Alterações digestivas (perda de dentes, xerostomia, trato gastrointestinal lento e disfuncional);
  • Alterações imunológicas;
  • Alterações neurológicas.

Importância da Nutrição Adequada no Idoso

A qualidade de vida e a melhora da composição corporal do idoso são favorecidas por uma adequada ingestão de proteínas, principalmente aquelas de alto valor biológico. Além disso, micronutrientes como cálcio e vitamina D são essenciais para a saúde óssea, prevenindo riscos de fraturas, comuns nessa fase, e a osteoporose.

Uma alimentação equilibrada, rica em verduras, frutas, legumes e carnes magras, pode auxiliar na prevenção e/ou controle de doenças frequentes na senescência, como diabetes, hipertensão e enfermidades cardiovasculares.

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Envelhecimento x Trato Gastrointestinal

O envelhecimento traz consigo diversas alterações fisiológicas que podem afetar o trato gastrointestinal (TGI), tornando os idosos mais suscetíveis a certas desordens que afetam o estado nutricional. Essas mudanças podem ocorrer:

- Boca: Redução da produção de saliva (xerostomia), diminuição do paladar, aumento da prevalência de cáries dentárias, perda de dentes e dificuldade de mastigação.

- Esôfago: Diminuição da força das contrações esofágicas e relaxamento incompleto do esfíncter esofágico inferior, o que pode levar a disfagia (dificuldade de engolir).

- Estômago: Redução acentuada da produção de ácido clorídrico, diminuição da produção de enzimas digestivas e da motilidade gástrica (retardando o esvaziamento).

- Intestino Delgado: Atrofia das vilosidades intestinais reduzindo a área de absorção.

- Intestino Grosso: Diminuição da motilidade, aumento do tempo de trânsito do bolo fecal e alterações na microbiota intestinal, geralmente causando constipação.

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·         Refluxo Gastroesofágico (DRGE): O enfraquecimento do esfíncter esofágico inferior facilita o retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, causando azia e outros sintomas.

·         Diverticulose e Diverticulite: A formação de pequenas bolsas (divertículos) na parede do cólon torna-se comum com o envelhecimento (diverticulose). A inflamação dessas bolsas leva à diverticulite, causando dor abdominal, febre e outros sintomas.

·         Síndrome do Intestino Irritável (SII): Embora possa ocorrer em qualquer idade, os sintomas da SII, como dor abdominal, inchaço, gases, diarreia e constipação, podem persistir ou se agravar em idosos.

·         Úlceras Pépticas: O uso frequente de medicações, principalmente anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), é mais comum entre idosos e pode aumentar o risco de úlceras no estômago e no duodeno.

·         Pólipos Intestinais e Câncer Colorretal: A incidência de pólipos e de câncer colorretal aumenta significativamente com a idade.

·         Má Absorção de Nutrientes: A redução das vilosidades intestinais afeta a absorção de nutrientes, como a vitamina B12, contribuindo para deficiências nutricionais.

·         Hipocloridia: Com o envelhecimento, há uma redução na produção de ácido clorídrico (HCl) no estômago, que desempenha um papel crucial na digestão de proteínas, absorção de nutrientes e proteção contra bactérias patogênicas.

·         Dispepsia Funcional: Sensação crônica de desconforto ou dor na parte superior do abdômen, sem causa orgânica aparente. O esvaziamento gástrico mais lento pode contribuir para essa condição em idosos e para a sensação de plenitude gástrica.

Desordens Gastrointestinais Comuns em Idosos

Devido às alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, os idosos são mais propensos a desenvolver as seguintes desordens gastrointestinais:

·         Refluxo Gastroesofágico (DRGE): O enfraquecimento do esfíncter esofágico inferior facilita o retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, causando azia e outros sintomas.

·         Diverticulose e Diverticulite: A formação de pequenas bolsas (divertículos) na parede do cólon torna-se comum com o envelhecimento (diverticulose). A inflamação dessas bolsas leva à diverticulite, causando dor abdominal, febre e outros sintomas.

·         Síndrome do Intestino Irritável (SII): Embora possa ocorrer em qualquer idade, os sintomas da SII, como dor abdominal, inchaço, gases, diarreia e constipação, podem persistir ou se agravar em idosos.

·         Úlceras Pépticas: O uso frequente de medicações, principalmente anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), é mais comum entre idosos e pode aumentar o risco de úlceras no estômago e no duodeno.

·         Pólipos Intestinais e Câncer Colorretal: A incidência de pólipos e de câncer colorretal aumenta significativamente com a idade.

·         Má Absorção de Nutrientes: A redução das vilosidades intestinais afeta a absorção de nutrientes, como a vitamina B12, contribuindo para deficiências nutricionais.

·         Hipocloridia: Com o envelhecimento, há uma redução na produção de ácido clorídrico (HCl) no estômago, que desempenha um papel crucial na digestão de proteínas, absorção de nutrientes e proteção contra bactérias patogênicas.

·         Dispepsia Funcional: Sensação crônica de desconforto ou dor na parte superior do abdômen, sem causa orgânica aparente. O esvaziamento gástrico mais lento pode contribuir para essa condição em idosos e para a sensação de plenitude gástrica.

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Comportamento alimentar do idoso

O comportamento alimentar na terceira idade envolve diversos fatores interligados, muitas vezes indo além da simples necessidade fisiológica de nutrientes. Compreender essa relação é essencial para que o idoso mantenha uma alimentação saudável.

A falta de companhia durante as refeições é um aspecto marcante, podendo diminuir o prazer de comer e levar à redução da ingestão alimentar. Além disso, a depressão e a ansiedade podem causar perda de apetite ou, em alguns casos, aumento do consumo de alimentos não saudáveis como forma de conforto. Outro fator relevante é a perda de autonomia para realizar atividades diárias, incluindo o preparo e consumo de alimentos, o que pode afetar o interesse pela comida. Eventos como aposentadoria, viuvez e saída dos filhos de casa podem modificar rotinas e hábitos alimentares.

Dificuldades financeiras também impactam a nutrição do idoso, podendo causar insegurança alimentar e dificultar a compra de alimentos nutritivos, levando a escolhas inadequadas. Fatores cognitivos, como demência, confusão mental e dificuldade em reconhecer os sinais de fome e saciedade, podem resultar na redução da ingestão calórica e em horários de refeição irregulares, influenciando negativamente o estado nutricional.

Além da questão financeira, outra dificuldade é a mastigação, especialmente de alimentos mais duros, como carnes e outras proteínas. Isso faz com que muitos idosos optem por alimentos macios e cremosos, frequentemente ultraprocessados e de menor valor nutricional

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Avaliação Nutricional no Idoso

A avaliação física no idoso possui diversas dificuldades as alterações corporais, da idade, parâmetros bioquímicos e presença de doenças, uso de medicamentos e fatores psicossociais. Sendo importante para detectar riscos de desnutrição ou obesidade, monitorar a eficácia de intervenções nutricionais e fornecer informações para o planejamento de cuidados individualizados

 

5.3.1 Exame Físico:

Avaliação da composição corporal:

 

·         Peso: Alguns idosos podem ter dificuldade para caminhar até a balança, sendo ideal o uso de uma balança de base larga. Caso isso não seja possível, pode-se utilizar uma cadeira na balança, tarar o equipamento e, em seguida, pesar o idoso.

·         Altura: O idoso apresenta redução da estatura de aproximadamente 1 a 2,5 cm. A medição pode ser realizada com estadiômetro ou fita métrica, considerando a dificuldade de alguns idosos em permanecer totalmente eretos. Em casos em que não seja possível medir a altura diretamente, podem ser utilizadas estimativas baseadas no comprimento do braço, na altura do joelho ou na envergadura, que é aferida com os braços do paciente estendidos em um ângulo de 90º em relação ao corpo.

·         Altura do joelho: A aferição da altura do joelho é realizada com o idoso em posição supina e o joelho dobrado em um ângulo de 90º. O comprimento é medido entre a planta do pé e a superfície anterior da perna, na altura do joelho.

·         Índice de Massa Corporal (IMC): Calculado com peso (kg) / altura (m)². Os pontos de corte para idosos são diferentes dos adultos mais jovens.

·         Circunferência da cintura (CC): Medida na menor circunferência entre a última costela e a crista ilíaca. É um indicador de gordura abdominal e risco metabólico.

  • Circunferência do braço (CB): Medida no ponto médio do braço, em estado de relaxamento ao longo do corpo. Serve para estimar a redução da massa muscular e do tecido subcutâneo.
  • Circunferência da panturrilha (CP): Indicador sensível de massa muscular, especialmente importante para idosos com risco de sarcopenia. Valores baixos podem indicar desnutrição e maior risco de fragilidade.

Exame físico

O exame físico busca avaliar carências nutricionais, incluindo sinais de desnutrição.

  • Pele: Palidez, ressecamento, presença de úlceras de pressão (escaras) e redução do turgor.
  • Boca e língua: Dificuldade de mastigar, ferimentos na gengiva e perda de papilas gustativas.
  • Olhos: Ressecamento, palidez conjuntival e manchas de Bitot.
  • Estado mental: Confusão, irritabilidade e apatia.
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Avaliação Laboratorial

·         Proteínas séricas: Albumina e pré-albumina (transtirretina) são indicadores do estado nutricional proteico, embora possam ser influenciados por inflamação e hidratação. A pré-albumina possui uma meia-vida mais curta e pode ser mais sensível a mudanças recentes no estado nutricional.

  • Eletrólitos: Sódio, potássio e cálcio desempenham funções essenciais no organismo e podem ser afetados pela desnutrição e desidratação.
  • Glicemia: Indicador utilizado para avaliar o metabolismo da glicose.
  • Função renal e hepática: Alterações nesses sistemas podem impactar o estado nutricional e o metabolismo de nutrientes.
  • Vitaminas e minerais específicos: A dosagem de vitaminas (B12, D, folato) e minerais (ferro, zinco) pode ser indicada em casos de suspeita de deficiência.
  • Marcadores inflamatórios: A proteína C-reativa (PCR) auxilia na interpretação dos níveis de proteínas séricas, uma vez que a inflamação pode reduzi-los independentemente do estado nutricional.
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REFLETINDO SOBRE

REFLETINDO SOBRE

5.3.2        Avaliação Subjetiva Global (ASG):

Trata-se de um método semi-quantitativo que combina informações do histórico (perda de peso, mudanças na ingestão alimentar, sintomas gastrointestinais e capacidade funcional) com dados do exame físico (perda de gordura subcutânea, perda de massa muscular, edema e ascite).

Esse método classifica o estado nutricional do idoso em bem nutrido, moderadamente nutrido, suspeito de desnutrição ou gravemente desnutrido, sendo uma abordagem simples, não invasiva e eficaz para identificar idosos em risco de desnutrição. A interpretação dos dados obtidos na avaliação física nutricional deve ser realizada de forma integrada, considerando todos os componentes.

O objetivo é identificar:

O estado nutricional atual do idoso.

A presença de deficiências nutricionais específicas.

O risco de desnutrição ou outras complicações relacionadas à nutrição.

Os fatores que contribuem para o estado nutricional inadequado.

Com base nessa avaliação, um plano nutricional individualizado deve ser elaborado.

 

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Necessidades Nutricionais do Idoso

Macronutrientes:

                  

- Proteínas: Recomenda-se uma ingestão de 1,0 a 1,2 gramas de proteína por kg de peso corporal por dia para manter a massa muscular, a força e a função imunológica. Em situações de doença aguda ou crônica, essa necessidade pode aumentar para 1,2 a 1,5 g/kg/dia. Boas fontes incluem carnes magras, peixes, ovos, laticínios e leguminosas.

- Carboidratos: Devem constituir 45% a 65% da ingestão calórica total, com ênfase em carboidratos complexos e não refinados, como grãos integrais, frutas e vegetais. A ingestão de fibras é particularmente importante para a saúde intestinal, controle glicêmico e prevenção de doenças cardiovasculares, com recomendações de 30g/dia para homens e 21g/dia para mulheres com mais de 50 anos.

- Gorduras: A ingestão de gorduras deve representar 20% a 35% da ingestão calórica total, priorizando gorduras insaturadas (mono e poli-insaturadas), presentes em azeite de oliva, abacate, oleaginosas e peixes ricos em ômega-3.

- Hidratação: A recomendação é de 30 mL/kg/dia.

 

Micronutrientes:

 

·         Vitamina B12: A absorção pode ser reduzida com a idade devido à diminuição do ácido gástrico e do fator intrínseco. A recomendação é de 2,4 mcg/dia, sendo necessária, em alguns casos, a suplementação ou o consumo de alimentos fortificados.

  • Vitamina D: Essencial para a saúde óssea e a função muscular. A capacidade de sintetizá-la na pele diminui com a idade, e a ingestão dietética muitas vezes é inadequada. Recomenda-se 600-800 UI/dia, com suplementação frequentemente necessária.
  • Cálcio: Fundamental para a saúde óssea, as necessidades aumentam para 1.200 mg/dia em mulheres acima de 51 anos e homens acima de 71 anos, ajudando a reduzir a perda óssea.
  • Vitamina B6: As necessidades aumentam ligeiramente para 1,7 mg/dia em homens e 1,5 mg/dia em mulheres acima de 51 anos, sendo essencial para a função imunológica e o metabolismo proteico.
  • Folato: A recomendação é de 400 mcg/dia, essencial para a saúde cardiovascular e a função cognitiva.
  • Vitamina A: A ingestão recomendada é de 900 mcg RAE/dia para homens e 700 mcg RAE/dia para mulheres.
  • Vitamina C: Recomenda-se 90 mg/dia para homens e 75 mg/dia para mulheres, sendo importante para a função imunológica e a absorção de ferro.
  • Cálcio: A deficiência pode ocorrer devido à falta de apetite, sendo recomendado 1.200 mg/dia para grupos de risco.
  • Potássio: Essencial para a saúde cardiovascular e o controle da pressão arterial, com uma ingestão adequada de 4.700 mg/dia.
  • Magnésio: Envolvido em diversas funções metabólicas, com recomendações de 420 mg/dia para homens e 320 mg/dia para mulheres acima de 51 anos.
  • Zinco: Importante para a função imunológica, cicatrização e paladar, com recomendações de 11 mg/dia para homens e 8 mg/dia para mulheres.
  • Ferro: As necessidades diminuem para mulheres após a menopausa (8 mg/dia), enquanto para homens a recomendação permanece em 8 mg/dia.
  • Sódio: A ingestão deve ser limitada a 1.500 mg/dia para auxiliar no controle da pressão arterial.
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REFLETINDO SOBRE

REFLETINDO SOBRE

5.3      Cuidados Nutricionais do Idoso

 

Os alimentos produzidos para idosos devem passar por adequações conforme suas necessidades específicas. Para avaliar essas necessidades, é essencial responder às seguintes perguntas:

  • Quantidade de alimentos ingerida: Houve aumento ou diminuição?
  • Qualidade da alimentação: Quais são os alimentos mais consumidos?
  • Número de refeições diárias: Quantas refeições realiza por dia?
  • Companhia durante as refeições: Alguém o acompanha?
  • Preparo dos alimentos: Quem é responsável por preparar as refeições?
  • Autonomia na alimentação: Consegue se alimentar sozinho ou precisa de ajuda?
  • Uso de medicações: Quais medicamentos estão sendo tomados?
  • Hidratação: Como está a ingestão de líquidos?

Caso sejam necessários ajustes para facilitar a adequação da ingestão alimentar, algumas estratégias podem ser adotadas, como:

  • Utilizar ervas aromáticas para tornar os alimentos mais atrativos.
  • Preferir alimentos marinados e cozidos para facilitar a mastigação.
  • Reduzir o uso de sal, optando por temperos naturais.
  • Modificar a consistência dos alimentos, oferecendo preparações pastosas ou líquidas quando necessário.
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1. Idoso com 55 kg e 1,50. Calcule o IMC e classifique seu estado nutricional.

2. Considerando as mudanças fisiológicas comuns no processo de envelhecimento, quais são as principais recomendações nutricionais específicas para idosos, visando a manutenção da saúde, da funcionalidade e a prevenção de deficiências nutricionais?

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QUERO SABER MAIS

QUERO SABER MAIS

·         Avaliação nutricional em idosos: Uma revisão integrativa: https://www.researchgate.net/profile/Debora-Pinheiro-8/publication/374396011_Avaliacao_nutricional_em_idosos_uma_revisao_integrativa/links/65427cf5ff8d8f507ce1f9b4/Avaliacao-nutricional-em-idosos-uma-revisao-integrativa.pdf

·         Depressão em idosos: um estudo de revisão bibliográfica de 2013 a 2020: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/30429/26070

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A disciplina Nutrição nos Ciclos da Vida permite aos profissionais nutricionistas compreender as bases da nutrição em cada etapa da vida, além de destacar a importância da alimentação para o desenvolvimento, a prevenção de doenças e estratégias práticas para uma alimentação saudável. Também aborda a influência de fatores externos à nutrição, como aspectos socioeconômicos, culturais e ambientais, e, sobretudo, o papel do nutricionista em diversos âmbitos e fases da vida.

As diversas referências, artigos e descrições apresentadas neste material servem como uma base inicial, mas é essencial que o aluno expanda seu conhecimento por meio de outras obras, leituras e pesquisas. Nosso objetivo foi fornecer as ferramentas necessárias para a compreensão da dinâmica da nutrição ao longo da vida, capacitando-o a tomar decisões mais informadas sobre alimentação e saúde em diferentes fases da vida.

Que o conhecimento adquirido aqui sirva como um guia valioso para promover a saúde e o bem-estar em todas as fases da jornada humana. O aprendizado sobre nutrição é um processo contínuo—não parem por aqui! Sigam, explorem e aprofundem-se no vasto universo de conhecimentos que a nutrição pode proporcionar.

 

Educação não transforma o mundo, educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Paulo Freire

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BIBLIOGRAFIA

Básica

Krause: Alimentos, nutrição e dietoterapia. 13ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. MOREIRA, E.A.M.; CHIARELLO, P. G. Nutrição e Metabolismo: Atenção Nutricional - Abordagem Dietoterápica em Adultos.

. • VÍTOLO, Márcia Regina. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2008. 322 p.

• ACCIOLY, Elizabeth; SAUNDERS, Cláudia; LACERDA, Elisa Maria de Aquino. Nutrição em Obstetrícia e Pediatria. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2012. 656p.

 • CARDOSO, Ary Lopes; LOPES, Luís Anderson; TADDEI, José Augusto de A.C. Tópicos atuais em nutrição pediátrica. São Paulo: Atheneu,2004. 184p

 

Complementar

• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos., Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2019. 76p.

BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da Criança: Nutrição Infantil – Aleitamento materno e alimentação complementar. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009, 112p. (Cadernos de Atenção Básica, n. 23)

Melo CM de, Tirapegui J, Ribeiro SML. Gasto energético corporal: conceitos, formas de avaliação e sua relação com a obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab [Internet]. 2008Apr;52(3):452–64. Available from: https://doi.org/10.1590/S0004-27302008000300005

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