Debater as mudanças que as novas Tecnologias de Informação e da Comunicação têm provocado nas relações socioculturais e na forma de promover a aprendizagem por meio dos recursos disponibilizados pelas novas ferramentas tecnológicas..
Uma das principais ferramentas das TIC favorável à democratização do saber é sem dúvida a internet. O conhecimento não se restringe somente a um grupo, é compartilhado por um amplo número de indivíduos, independente do local em que é produzido.
Os ambientes em rede minimizam as distâncias, promovendo trocas colaborativas, criativas e autônomas. A escola e a família tem que estar atentas a essas mudanças inevitáveis, nunca deixando de lado os valores humanos e éticos, indispensáveis a um bom convívio social.
As novas tecnologias de informação tendem a provocar mudanças socioculturais que a sociedade atual ainda não tem condições de assimilar. Ao se modificar aspectos sociais, resistências surgirão, principalmente por que, não se sabe o impacto que estas transformações provocarão.
As redes sociais, como Facebook, Orkut, Skype (Figura 4), entre outras, apresentam formas de interação que atraem pela diversidade de informações com recursos variados: sons, imagens, tudo muito interativo. A escola tradicional não traz novos desafios e isso causa desconfiança nas metodologias tradicionais de ensino. Isso gera um descaso diante das formas de aplicação de conteúdos e formas de avaliação que fogem ao cotidiano do jovem do século XXI. É preciso incorporar os meios audiovisuais em suas práticas estudantis e a gama de riquezas que as TICs podem proporcionar.
Figura 4 - Facebook e Skype.
Os jovens do século XXI querem dialogar, discutir, diversificar e não apenas participar de um modelo de assimilação de conteúdo. O conceito de “nativos digitais” segundo Belloni (1999) define estes jovens com muita propriedade, pois, frente à geração dos “imigrantes digitais”, eles possuem habilidades e competências para o uso das novas tecnologias principalmente porque interagem no ambiente em rede com extrema naturalidade.
Com isso, o compartilhamento de informações se tornou uma marca da nova web, em que os jovens procuram e desejam criar juntos, muito próximos do que Pierre Lévy (1999) definiu como inteligência coletiva. No entanto, existem desafios a serem desvendados na rede de informações, pois, se por um lado, ela pode ser fascinante, por outro, pode ser igualmente obscura, percorrendo caminhos perigosos.
Mudar a postura passiva do telespectador, aproximando-os das novas TICs, é um grande desafio para os indivíduos do século XXI. Pesquisas indicam um crescimento na modalidade em educação a distância e o ensino presencial não pode ser apenas transferido para o ensino a distância, por meio das novas ferramentas tecnológicas. É preciso ter cuidado com a preparação dos materiais, atentando para as especificidades dos educandos, contextualizando os conhecimentos na região onde o aluno está inserido.
O governo, a partir de 2007, estabeleceu políticas de referências de qualidade para regulamentação dos cursos a distância, com a finalidade de minimizar os efeitos muitas vezes insatisfatórios desta modalidade de ensino, preocupado com a grande expansão da EAD no Brasil.
Um dos objetivos é garantir que uma proposta de projeto de curso superior a distância precisa estar atento a um forte compromisso institucional visando garantir uma formação técnico-científica para o trabalho, considerando também, a dimensão política para a formação do cidadão. Além do mais, a educação superior presencial ou a distância, nas suas diversas formas de combinações entre presencial, presencial virtual e a distância, precisa evidenciar o desenvolvimento humano, diante do comprometimento da concepção de uma sociedade mais justa.
Outro fato importante no documento é que a educação deve superar a visão fragmentada do conhecimento, elaborando uma estrutura de interdisciplinaridade e contextualização.
A educação encontra nesse panorama um ambiente desafiador e diferente dos meios de comunicação de massa. Por exemplo, a televisão apresenta um material voltado ao consumo e à padronização do pensamento, a estrutura teórico/prática dos cursos de EAD percorre um caminho contrário, pois deve basear-se nos questionamentos, práticas e discursos inovadores para que consiga despertar a autonomia, criatividade e cidadania no seu público-alvo.
Atentado para o problema, a EAD deve promover a interação entre alunos e entre alunos e professores, utilizando-se de ambientes que propiciem ferramentas como fóruns e chats, disponibilizando o conhecimento de forma autônoma. Assim sendo, é preciso diferenciar interação e interatividade, que, muitas vezes são colocadas de forma prolixa. Para Belloni (1999), o conceito sociológico de interação é a ação recíproca entre dois ou mais atores onde ocorre intersubjetividade, isto é, encontro entre dois sujeitos, que pode ser mediada por algum veículo técnico de comunicação (telefone ou carta).
Em contrapartida, interatividade é o recurso técnico disponibilizado por um determinado meio, como hipertextos em geral ou jogos eletrônicos. Existe também o conceito de interatividade como a atividade humana que age sobre a máquina e recebe em troca uma resposta.
Torna-se inevitável a mudança no papel do professor diante dos novos modelos de interatividade. O novo paradigma exige que o professor se transforme em mediador do conhecimento rompendo a barreira dos encontros clássicos em sala de aula. No modelo tradicional a aprendizagem acontecia, muitas vezes, mediante trocas teóricas por meio dos diálogos. Educadores atentos aos objetivos propostos pela disciplina devem recorrer a diferentes linguagens, diversificando a compreensão dos diferentes conteúdos, indo ao encontro do mundo sociocultural dos educandos. O professor torna-se também é um aprendiz das linguagens visuais e sonoras na atual quebra de paradigmas hierárquicos e cabe também a ele a autoaprendizagem diante do novo contexto educacional. É um a caminho sem volta.
O uso das redes sociais, como prática de interação social, tem arrebanhado inúmeros adeptos, entretanto a mudança da prática para o ambiente de aprendizagem, não consegue obter a mesma aceitação. Estudos apontam que os alunos de educação a distância ainda não conseguem dominar as diferentes formas interativas disponíveis. Os ambientes virtuais de aprendizagem, como fóruns, salas de bate-papo, emails ainda não são bem utilizados pelos estudantes, isso faz com ele não se sinta integrado ao curso do qual faz parte. Segundo Serra (2005), este fator é um dos determinantes para a evasão dos cursos na modalidade a distância. Talvez por esta razão que a nova regulamentação (2007) tenha definido que os cursos precisam estimular as trocas de saberes por meio de fóruns, salas de bate-papo, chats, pois são estas formas de convivência que permitem que o aluno avance nas etapas de compreensão dos conteúdos.
A dificuldade de se expressar por meio da escrita é outro aspecto a considerar como obstáculo à interatividade, em especial ao eixo comunicativo (SERRA, 2005). Os textos podem apresentar duplo sentido ou ser escrito de forma confusa, dificultando a compreensão por parte do professor/tutor na aprendizagem. Na rede a quantidade de informações encontradas é muito diversificada e os alunos têm dificuldade em filtrar, pois não conseguem distinguir a relevância de um texto para outro, bem como a confiabilidade dos links das pesquisas. A habilidade de filtrar o que realmente é relevante torna-se uma das competências indispensáveis ao saber e que se desenvolvem ao longo da prática de aprendizagem, tanto no ensino a distância quanto no ensino presencial.
É preciso considerar também o acesso aos meios tecnológicos dos educandos: bibliotecas, laboratórios, videoteca, entre outros. Além disso, a educação, sobretudo, na modalidade a distância, precisa disponibilizar cursos introdutórios sobre alfabetização digital, a fim de sanar dúvidas, para que os estudantes tenham condições de produzir bons resultados.
Enfim, é indispensável que o material a ser disponibilizado deve ser pensado e articulado por uma equipe multidisciplinar para que o ambiente de ensino-aprendizagem seja atrativo, diminuindo o crescente abismo que separa a escola da sociedade.
Pesquisas apontam que, a não interação provoca ausência de laços de comunicação, como consequência, um distanciamento do ambiente de aprendizagem em rede. A mudança de comportamento, porém, vem sendo exercitada de forma espontânea por meio das redes sociais ou pelas buscas de informação mediante matérias jornalísticas, músicas, blogs, entre outros.
Pode-se perceber que os usuários em rede gostam de ler notícias em rede e expor o seu pensamento aos demais, tecendo seus próprios comentários sobre o assunto. Esta prática tem se tornado frequente, mas ela nem sempre contribui para um debate democrático; pode-se criar um ambiente muitas vezes constrangedor, pois a divergência de opiniões acaba cirando uma atmosfera de hostilidade entre alguns indivíduos.
As dificuldades em criar um ambiente de trocas de ideias verdadeiramente efetivas em rede, por meio do debate, são as mesmas que se vê em sala de aula.
Apesar disso, ferramentas tecnológicas como o Orkut e o Facebook, enquanto redes sociais, têm demonstrado um envolvimento promissor no que diz respeito às comunidades associadas por um determinado assunto. Ainda assim, o fato de os participantes de comunidades estabelecerem trocas a partir de um interesse comum, muitas vezes, expressa um aprendizado que vai a além do ambiente em rede.
A colaboração é surpreendente neste aspecto, seja pela disposição no esclarecimento de dúvidas ou pela troca de material entre os membros. Com a mesma proposta surgem os ambientes nos quais os usuários têm espaço para expor sua criação individual por meio de expressões literárias, musicais. Por sua vez, o ambiente escolar do ensino presencial, também tem utilizado tais formas de interação fazendo a articulação entre os conteúdos curriculares.
As mudanças que norteiam as boas práticas sociais e que vem ocorrendo em meio ao ambiente em rede, ainda são novidade para grande parte da população. Faz-se necessário, um debate mais amplo em torno de políticas públicas, no contexto brasileiro, buscando uma democratização no acesso à rede, pois a falta de recursos que possibilitem o acesso às redes pela massa da população ainda é realidade no Brasil.
Não podemos deixar de lado a má qualidade técnica da internet que dificulta a operacionalização do seu uso. Da mesma forma, encontram-se os estímulos legais que permitirão que a ampla população tenha acesso à TV digital, dinamizando assim, recursos interativos a favor destas mudanças.
O acesso às tecnologias de informação e comunicação tende a fortalecer os laços entre gerações, visto que, percebe-se uma diversidade entre os que vivenciam estas ferramentas desde o início do processo da aprendizagem, os chamados “nativos digitais”, e os que não contaram com tal condição.
As redes sociais têm atraído cada vez mais um número maior de participantes, buscando interagir com pessoas conhecidas, estabelecer interação com outras pessoas e até mesmo interagir com grupos afins.
Tendo em vista este quadro de interação, a forma e a frequência de utilização das redes sociais pelos alunos do ensino superior, será possível criar um meio para diagnosticar novas técnicas pedagógicas para a educação e formação.
As redes sociais na Web emergem das práticas de interação orientadas para a partilha e formação de grupos de interesse que estão na origem das narrativas digitais da Sociedade do Conhecimento. A construção coletiva e colaborativa na Web representa uma das principais características destas organizações.
As formas e contextos de interação na rede são realizados por meio da mediação digital. Entretanto, o processo se estende além da visão tecnológica da mediação e incide igualmente, nas práticas de mediação social e cognitiva entre os indivíduos que fazem parte da rede. Sendo assim, o conhecimento construído no contexto da rede torna-se uma representação coletiva.
O conceito da rede no sentido de abertura nos remete para a flexibilidade de um modelo organizacional com tendência não hierárquica, não centralizada e horizontal, descrito ainda pela interação nos meios digitais e pelas experiências sociais e colaborativas.
Tal flexibilidade integra a capacidade de reconfiguração do sentido e objetivos da rede social no seu processo de desenvolvimento. Novos desafios surgem para a reflexão educacional, ao nível da inovação nos contextos e práticas de aprendizagem para a Sociedade do Conhecimento.
Atualmente as redes sociais na Internet representam uma nova forma de relacionamento na sociedade atual. Cada vez mais as redes sociais têm assumido um papel central na Web 2.0, sendo vislumbrada como uma plataforma que aproveita a finalidade da rede, considerando que se utilizar as aplicações, mais ricas elas se tornam.
As novas tecnologias têm causado profundas mudanças na compreensão dos processos de interação social, afetando igualmente o processo de aprendizagem e conhecimento. Pode-se citar a percepção de rede para a interação social em um cenário globalizado, isso acarreta um novo pensamento sobre os modos de organização dos grupos e comunidades.
O conceito de Web 2.0, referindo-se a rede de produção individual, coletiva e colaborativa, introduz aos alunos novas formas e possibilidades de criação de conteúdos e de utilização desses, definidos como blogues, redes sociais, atividades em mundos virtuais e wikis, como mostra a Figura 5.
Figura 5 - Interatividade através das redes de computadores.
Os recursos da Web 2.0 como as redes sociais e os wikis, como diferencial para acrescentar novas metodologias de ensino e aprendizagem, permite desenvolver formas interativas e colaborativas para os estudantes, fazendo uso de recursos com os quais estão familiarizados.
A preparação de novos conteúdos baseados na Web. A criação de conteúdos nas plataformas baseadas na Web acarreta o envolvimento dos alunos no desenvolvimento das suas competências, buscando aumentar a capacidade crítica e criativa.
A utilização de blogues, wikis e redes sociais transformou a Internet com o aumento das suas potencialidade, dando ênfase a grande quantidade de informação relacionadas entre si, e sempre disponível para os indivíduos conectados.
As redes sociais tornaram-se frequentes em ambientes de aprendizagem, permitindo a exploração de novas formas de ensino e aprendizagem, salientando-se, como exemplo, o Facebook, que foca o espírito de comunidade colaborativa.
O paradigma do estudo centrado no estudante está em conformidade com a utilização que eles fazem das redes sociais, criando assim, de acordo com o seu perfil, uma rede de contatos e de partilha de informação e de conhecimento.
Como exemplos de redes sociais, destacamos: Facebook, Youtube e Twitter.
O Facebook (Figura 6) surgiu em fevereiro de 2004, começou por ser uma rede usada apenas por estudantes, mas foi ganhando espaço, tornando-se a rede social mais utilizada em todo o mundo. É uma rede social que permite a partilha de informação e mensagens, proporcionando aos utilizadores aderir a grupos organizados de trabalho, de ensino ou de região, para interagirem com outras pessoas com interesses comuns.
Figura 6 - Facebook.
O YouTube (Figura 7) é uma rede, essencialmente orientada para a partilha de vídeo. Tem vindo a ser dotada de características mais sociais, nomeadamente, ao nível da inserção de comentários de vídeos e de partilha de opiniões. Surgiu em 2005 e é atualmente um dos sítios mais populares devido à diversidade e quantidade de conteúdos disponibilizados que variam desde vídeos de entretenimento até vídeos educativos e de promoção empresarial. A revista Time elegeu o YouTube, em 2006, como a maior invenção do ano, por constituir uma plataforma educativa e de entretenimento utilizada por milhões de pessoas.
Figura 7 - Youtube.
O Twitter ou Tweeter (Figura 8) é uma rede social livre que apareceu em 2006 e desde então tem crescido em todo o mundo. É muitas vezes descrito como o “SMS da Internet”. O Twitter pode ser caracterizado por possuir uma interface que permite aos seus utilizadores enviar e ler “tweets” ou mensagens de outros utilizadores conhecidos. Os tweets são baseados em textos que não ultrapassam 140 caracteres, sendo atualizados pelo próprio utilizador. É necessária a criação de uma conta para poder aceder a esta interface, na qual se partilha conhecimento sobre diversos assuntos, tais como músicas, fotos e filmes.
Figura 8 - Twitter.
Mesmo sendo possível caracterizar com as redes sociais mais utilizadas atualmente, tal caracterização tende a ser imperfeita. Isso se justifica pelo dinamismo das suas potencialidades e objetivos de utilização tornando difíceis tais caracterizações, bem como a diversidade de indivíduos e interesses por trás da utilização das redes sociais.
O uso das TICs, principalmente a internet, permite um espaço favorável para a democratização do saber. O conhecimento não se restringe somente a um grupo, é compartilhado por um amplo número de indivíduos, independente do local em que é produzido.
As distâncias são minimizadas pelo ambiente em rede, promovendo trocas colaborativas, criativas e autônomas. A escola e a família têm que estar atentas a essas mudanças inevitáveis, nunca deixando de lado os valores humanos e éticos, indispensáveis a um convívio social mais harmônico.
Não basta apenas ter acesso às tecnologias, é preciso preparar os indivíduos, tanto na sua formação cultural, principalmente no domínio do código escrito, quanto no exercício de uma postura ética e responsável em relação aos ambientes em rede.
Por fim, as bases para uma democratização do ensino, seja presencial ou a distância, ainda vem sendo estruturadas, pois são inúmeros os fatores que envolvem a aprendizagem nos dias atuais.
Vídeos da entrevista com o Prof. Dr. Gilberto Lacerda – Redes Sociais e EaD
Parte 1:
<http://www.youtube.com/watch?v=RMIWsxFumFo>.
Parte 2:
<http://www.youtube.com/watch?v=lHzKgcjajIM>.
Parte 3:
<http://www.youtube.com/watch?v=XQYu-yh64I0>.
Parte 4:<http://www.youtube.com/watch?v=PcmZHbNfK_M>.
É apresentado abaixo um artigo de uma personalidade importante da educação brasileira, o professor Fredric M. Litto. Aproveite a leitura e reflita sobre os assuntos brilhantemente debatidos pelo professor.
EDUCAÇÃO A DISTANCIA NO BRASIL: INFLEXÍVEL E TUTELADA
Apesar da mão pesada e da visão estreita dos que controlam os freios da educação no país, a educação a distância é realidade consolidada e oportuna para o nosso desenvolvimento.
Fredric M. Litto
A confrontação de experiências e pesquisas entre instituições públicas e privadas de todo o país e do exterior discutidas no VIII Congresso Internacional de Educação a Distância, de 6 a 8 deste mês em Brasília, deixou como resultado a perplexidade sobre como essa abordagem pedagógica está crescendo qualitativamente apesar dos ‘‘freios’’ colocados pelas entidades encarregadas de fiscalizar o andamento do ensino superior no Brasil.
As universidades corporativas virtuais de instituições respeitáveis como Petrobras, Caixa Econômica Federal, Xerox, Brahma, Algar, Accor, e Banco Boston, que podem operar livremente, sem tutela governamental, estão ampliando cada vez mais as atividades. E o ensino fundamental e o básico, por meio de renomados e bem-sucedidos projetos como Telecurso 2000 (da Fundação Roberto Marinho em parceria com a Fiesp), Klick Educação e Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, revelam um celeiro de capacitação a distância de centenas de milhares de brasileiros.
O gargalo segurando o desenvolvimento pleno de aprendizagem a distância ocorre no ensino superior, onde a cultura secular brasileira de centralização, credencialismo e tutelagem está criando situação paradoxal em que o próprio governo força os cidadãos e instituições do país a caminhar na direção de desobediência civil. Embora a Constituição garanta às universidades do país autonomia no tocante a seus currículos e auto-organização, de fato isso não ocorre, e instituições autorizadas para ministrar cursos presenciais são obrigadas a solicitar nova autorização quando querem oferecer os mesmos cursos a distância. Durante o VIII Congresso, o responsável pela área de educação a distância no Ministério da Educação informou dados desconcertantes: nos últimos dois anos, apenas seis cursos (cinco de graduação e um de pós-graduação latu senso) foram aprovados; atualmente existem quatro mil pedidos de autorização de cursos a distância aguardando averiguação; e, por ora, o Ministério não está aceitando novos pedidos.
Está configurada, assim, situação clara de ‘‘freio’’, por meios burocráticos e antidemocráticos, visando favorecer certos atores que buscam favores particulares no cenário educacional brasileiro. Nos anos que restam a esta administração, não será possível averiguar a viabilidade pedagógica de quatro mil cursos. Dessa forma, fechando a porta para novas solicitações, são beneficiados os poucos que estavam na fila. E isso num cenário em que muitas instituições particulares estão iniciando atividades de educação a distância, visando a novas fontes financeiras que substituam mensalidades inadimplentes nos cursos presenciais, enquanto as públicas querem dar acesso mais democrático ao ensino superior.
O mais incrível é que fora do Brasil a educação a distância é considerada ‘‘educação flexível’’, porque permite que o aluno participe do seu curso virtualmente, no dia e hora que quiser, sem interferir em seu horário de trabalho. Parece que as autoridades do Ministério de Educação ignoram o fato de que países como Índia, Indonésia, Turquia e China têm megauniversidades, instituições oferecendo ensino superior a distância para mais do que quinhentos mil alunos cada uma. No mês passado, a nova Universidade Estadual de Amazonas realizou um vestibular gratuito; foram 190 mil inscritos, o que representa 10% da população do estado. A demanda reprimida para a educação superior no Brasil é vasta e só pode ser plenamente atendida mediante opções como educação a distância. Trinta tentativas já foram feitas nos últimos trinta anos para estabelecer uma ‘‘universidade aberta a distância‘‘ no país; todas fracassadas devido a forças ocultas que temem perder a hegemonia geográfica educacional. Já estão correndo rumores de que os proprietários de instituições particulares, capazes de financiar as campanhas para as próximas eleições, estão favorecendo quem não favorece a expansão de educação a distância. Sem nova atitude, será inevitável repetir os erros do passado, quando o Brasil era um dos líderes internacionais de educação a distância (Telecurso, Projeto Minerva, Telepostos no Maranhão...) e perdeu essa posição devido à descontinuidade e ao desinteresse governamental.
Em reuniões recentes na América do Norte e na Espanha, testemunhei a existência de projetos para a invasão da América Latina de cursos universitários a distância de boa qualidade. Por um lado, considero isso benéfico porque aumentaria para a nossa população a oferta de acesso ao conhecimento; por outro, preocupa-me a evidente ameaça de uma nova colonização, tanto intelectual quanto econômica, que isso representa. Temo, também, o efeito que a invasão teria nas universidades públicas e privadas. De qualquer forma, trata-se de fenômeno irreversível, não controlável por portarias ou tentativas de censurar as redes digitais.
O ministro de Educação não pode continuar desestimulando os interessados em ensino superior a distância, como fez numa conferência com o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, em dezembro passado; como o fez de novo no dia 4 de agosto último nas páginas deste jornal; e como o fez para um grupo de reitores de universidades católicas que estavam em Brasília recentemente para inaugurar sua rede multiinstitucional de educação a distância. Desinformado, ele não acredita que as universidades brasileiras tenham capacidade e metodologia apropriadas para realizar aprendizagem de qualidade a distância. Os sucessos no exterior, nesse setor, argumentam contra essa opinião desinformada. A vizinha Argentina, por exemplo, apesar da crise econômica que enfrenta, é exemplo de expansão na área.
(*) Graduação em Rádio-Televisão – University of California, Los Angeles (1960) e doutorado em História do Teatro - Indiana University (1969). Desde 1995 é presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância; Membro do Comité Executivo do ICDE - International Council of Open and Distance Learning; e membro do Conselho Editorial das revistas científicas: American Journal of Distance Education, - Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, - Advanced Technology and Learning, - International Review of Research in Open & Distance Learning e - Open Learning.
Fonte : http://www2.metodista.br/unesco/PCLA/revista9/forum%209-5.htm. Acessado em 24/09/2013.
REFLITA
É apresentada abaixo uma entrevista do professor Wilson Azevedo. Aproveite a leitura e reflita sobre os assuntos brilhantemente debatidos pelo professor.
COMUNIDADES VIRTUAIS PRECISAM DE ANIMADORES DA INTELIGÊNCIA COLETIVA
Entrevista concedida ao portal da UVB (Universidade Virtual Brasileira)
Wilson Azevedo
Wilson Azevedo é diretor da Aquifolim Educacional e consultor técnico-pedagógico do Senai. Nesta entrevista exclusiva à uvb.br, afirma que comunidades virtuais precisam de animadores, não de normas. “O segredo não está nem em normas, nem em tecnologia, está em pessoas, educadores capacitados para atuarem como animadores da inteligência coletiva em comunidades virtuais.”
UVB.BR - A adaptação de um estudante ao ambiente virtual de estudo é fácil? Quais as maiores dificuldades e causas?
Wilson Azevedo - Nenhuma adaptação pode ser caracterizada como “fácil”. Qualquer processo de adaptação envolve o ser humano como um todo. Não se trata apenas de “saber mexer”, mas de sentir-se à vontade, e isto envolve aspectos sócio-afetivos, além de cognitivos e psico-motores.
A adaptação de estudantes ao ambiente virtual vai além do mero adestramento técnico-operacional. O ambiente on-line caracteriza-se por uma experiência com o tempo e o espaço diversa daquela que encontramos em ambientes presenciais, uma temporalidade multi-sincrona e um espaço fundamentalmente comunicacional, não-físico.
Não é uma questão de aprender a navegar na internet ou de aprender a usar o e-mail. É uma outra temporalidade dentro da qual o aluno precisa aprender a agendar-se e um novo espaço no qual precisa aprender a se movimentar, uma sensação de contigüidade sem simultaneidade que a maioria daqueles que iniciam cursos on-line nunca experimentou antes.
Mas é também uma outra experiência em termos de sociabilidade, uma intensa troca interpessoal e comunitária sem o contato face a face. Estas coordenadas temporais, espaciais e sociais definem uma outra ecologia pedagógica à qual o estudante precisará adaptar-se. Sem dúvida, esta adaptação não é fácil, por mais familiarizado que o estudante esteja com o software e o hardware.
O maior risco é confundir este processo psico-pedagógico de ambientação on-line com o mero adestramento técnico-operacional. Considerar apto e ambientado um aluno apenas porque sabe clicar nas áreas corretas da tela é não compreender os aspectos que realmente importam num processo de ambientação on-line.
UVB.BR - Quais as soluções possíveis para estes problemas?
Azevedo - A principal solução está em levar a sério a necessidade psico-pedagógica de ambientação; está em desenvolver um programa de ambientação com alunos que ingressam pela primeira vez num curso on-line. Assim como a adaptação de crianças em idade pré-escolar deve ser bem encaminhada e quando não o é, cria problemas futuros para o aprendizado da criança, um processo mal-sucedido de ambientação on-line pode afetar o rendimento de alunos on-line e, por isto, precisa ser encaminhado com todo cuidado.
Um bom programa de ambientação deve fazer o aluno sentir o que chamamos de “vertigem” virtual, um pouco da tontura que a mudança de referências espaço-temporais e sociais provoca. Neste processo de adaptação, o aluno precisa ser acompanhado com cuidado, pois emoções são despertadas. Em alguns casos pode ser senão doloroso, no mínimo desconfortável, e uma equipe pedagógica deve estar apta a amparar estudantes neste processo.
O aluno precisa receber orientações que o auxiliem a administrar seu tempo numa outra temporalidade, precisa experimentar a interação entre pessoas e sentir como ela pode ser intensa, apesar da distância e da falta de contato face a face, precisa sentir que a comunicação face a face não representa a plenitude comunicacional, mas também é afetada por limitações, que comunicação, seja on-line, seja presencial, sempre importa limitações e potencialidades. É preciso criar condições e oportunidades para que ele vivencie isto e adapte-se a esta ecologia pedagógica específica do mundo virtual.
Há muito o que ser feito num programa de ambientação on-line e nada disto tem a ver com o mero adestramento operacional. Até macacos são capazes de aprender a tocar no lugar certo de uma tela. Mas aprender a ser um aluno on-line mobiliza muito mais do que o reflexo condicionado...
UVB.BR - ...E para os professores, como se dá a migração da aula presencial à virtual?
Azevedo - Ela começa com a experiência de ser aluno on-line e, portanto, de passar também por um processo de ambientação on-line. Mas prossegue com um processo sério de reflexão sobre o que é aprender e o que é ensinar e sobre como isto pode acontecer on-line. Eu costumo definir este processo como um processo de “conversão” pedagógica. O mundo virtual é um outro mundo. Exige uma abordagem pedagógica especifica que aproveite o que de melhor ele oferece para o processo de ensino-aprendizagem. Não levar isto em consideração tem resultado em cursos muito ruins. Aliás, uma grande confusão em educação on-line tem sido chamar de “curso” o que não é curso...
Na educação presencial em geral temos muita clareza sobre o que é um livro, uma apostila, e o que é um curso. Mesmo que na capa esteja escrito, digamos, “Curso de Geometria”, ninguém imagina que ao comprar e ler o livro estará fazendo um curso de Geometria. Um livro, mesmo que tenha o titulo de “curso”, é um livro, não um curso, e ninguém tem o menor problema em fazer esta distinção. Todos entendemos que ele pode ser um bom recurso didático em um curso, um elemento auxiliar - mas não é um curso...
Não existe esta mesma clareza quando se trata de internet. Fico impressionado com a facilidade com que se aceita hoje que um website com o nome de “curso” seja confundido com um curso. Muita gente acredita que ao navegar num site está fazendo um curso, só porque colocaram no site o nome de curso.
Ora, um website, mesmo que tenha o nome de “curso”, não é um curso, é uma publicação eletrônica. Pode ser um bom recurso didático, assim como um livro. Mas não pode ser confundido com um curso. No entanto, com muita freqüência faz-se esta confusão. Por quê? Basicamente porque falta reflexão séria, aprofundada, sobre o que é educação on-line, o que é ensinar e aprender em redes informatizadas.
Professores que não se aprofundam em educação on-line são muito facilmente induzidos a vender gato por lebre e a atuar como autores de apostilas eletrônicas que são empurradas para o mercado com o nome de “curso”. É preciso superar esta “ingenuidade virtual” e amadurecer uma pedagogia on-line.
UVB.BR - É possível identificar o tipo de professor que melhor se adapta ao meiovirtual?
Azevedo - O professor que tem maiores dificuldades para adaptar-se ao meio virtual não é o tecnofobo ou o que tem dificuldades de adaptação com a tecnologia. Dificuldades de adaptação operacional são facilmente resolvidas. Quem tem mais dificuldade de adaptar-se ao ambiente virtual de ensino-aprendizagem é o professor que só se sente seguro quando o aluno está calado. Sabe aquele professor que abre a aula dizendo “bom dia” e só pára de falar quando toca o sinal indicando o fim da aula?
Este professor tem dificuldades com a interação social em sala de aulas, seja ela virtual ou não. Por isto tende a utilizar a internet da mesma maneira, sem permitir interação entre pessoas. Seu modelo pedagógico pressupõe que sua função principal é a de distribuição de informações, a transmissão de conteúdos. É o tipo de professor que facilmente cai na arapuca da “apostila-eletrônica-com-o-nome-de-curso”.
O professor que se adapta com mais facilidade é o que trabalha de maneira cooperativa, que abre espaço para as colocações de seus alunos, que trabalha dentro de um processo de intensa troca mútua, comunitária, de todos com todos, alunos e professor.
Este professor percebe melhor o imenso potencial das comunidades virtuais de aprendizagem colaborativa. Pode até ter alguma dificuldade inicial de apertar o botão certo e clicar no lugar certo da tela, mas isto ele logo supera. Para este perfil de professor a “conversão” pedagógica é mais suave e, geralmente, mais bem-sucedida.
UVB.BR - As dificuldades de alunos e professores com ambientes virtuais só serão superadas com a simplificação dos procedimentos de uso da internet, tornando-a mais “amigável”?
Azevedo - Não. Certamente a “superação” de ambientes virtuais é hoje um tema importante da agenda de discussão em torno da internet em geral. Mas não é o único e nem o principal fator a ser considerado.
As superação destas dificuldades requer, antes de mais nada, que se desenvolva um sério programa de ambientação on-line. Somente depois disto é que se pode proceder a um “ajuste fino”, com um redesenho de ambientes virtuais de ensino-aprendizagem segundo o critério da facilidade de uso...
UVB.BR - A educação a distância está amarada aos ambientes virtuais de aprendizagem - programas?
Azevedo - Não diria que está “amarrada”. Diria que alguns projetos correm o risco de ficar “amarrados” porque partem do terrível equívoco de pensar que educação on-line é uma questão de tecnologia. Educação on-line é uma questão de pedagogia.
A tecnologia é um elemento absolutamente secundário, acessório. Mas alguns projetos colocam a carroça na frente dos bois e tratam primeiramente de selecionar uma ferramenta de software sem ter a menor clareza quanto ao modelo pedagógico com o qual pretendem trabalhar. O problema, neste caso, não está no software, mas na estreiteza de visão de quem assim procede...
UVB.BR - Os ambientes virtuais de aprendizagem (programas) disponíveis hoje atendem por completo as necessidades de alunos e professores?
Azevedo - Não, não atendem. Percebe-se neles um capricho exagerado no que tange ao gerenciamento e controle, estatísticas de acesso, rastreamento da navegação do aluno e coisas assim, e algum cuidado com ferramentas para disponibilizarão de conteúdos. Mas evidencia-se um desleixo absoluto no trato das ferramentas para interação comunitária on-line, sejam assíncronas (fórum, listas), sejam sincronas (chats, videoconferência, whiteboards virtuais). Isto é altamente revelador do modelo pedagógico que está neles embutido, dos pressupostos pedagógicos que orientaram seu desenvolvimento.
UVB.BR - O que estaria faltando?
Azevedo - Numa palavra, falta Pedagogia. Os pacotes de software hoje disponíveis no mercado são concebidos a partir de pressupostos pedagógicos não explicitados e não questionados, irrefletidos; pressupostos que hoje estão sendo amplamente criticados. Trabalham com modelos educacionais hoje considerados superados.
Em grande medida vale para eles a caracterização de “vanguarda do atraso” ou, como dizem alguns especialistas, “um passo à frente no que diz respeito à tecnologia e dois passos atrás no que diz respeito à Pedagogia...”
UVB.BR - Ao invés de forçar o aluno a usar um ambiente virtual de aprendizagem, não seria melhor deixá-lo escolher o modelo que melhor se adapta ou dimensioná-lo, por exemplo, através da escolha de “ferramentas buffet”?
Azevedo - Isto equivaleria a deixar que o aluno decida, numa escola presencial, como deve ser o projeto arquitetônico do prédio escolar. Não é o tipo de opção que deva ser deixada à exclusiva opção do aluno. Pode-se e, na verdade, deve-se ouvir o aluno sempre. Mas não se pode fugir da responsabilidade de definir um projeto pedagógico e sua conseqüência arquitetônica, presencial ou virtual, o ambiente escolar.
Talvez faça algum sentido deixar à livre escolha do aluno se o projeto pedagógico pressupõe que ele será deixado isolado, sozinho, interagindo com software, apostilas eletrônicas ou impressas, e muito rara e eventualmente interagindo com outras pessoas, talvez um “tutor”, um estagiário para tirar eventuais dúvidas ou corrigir alguns testes.
Num projeto assim, faz sentido deixar o aluno escolher seu ambiente. Afinal é ele que vai ficar ali sozinho a maior parte do tempo mesmo. Mas se o modelo pedagógico se baseia em aprendizagem colaborativa, estimulada por espaços de intensa interação coletiva entre pessoas, então isto não faz muito sentido...
UVB.BR - Os ambientes virtuais de aprendizagem não são pouco intuitivos e/ou ergonômicos para os alunos?
Azevedo - Além dos problemas de natureza pedagógica, de filosofia educacional, muitos têm este tipo de problema de usabilidade. Mas este não é um problema exclusivo destes ambientes ou pacotes de software. É um problema generalizado na web.
A web traz uma dupla marca de imaturidade: além de ser coisa nova, é feita por profissionais muito novos, alguns recém saídos da adolescência, que não tiveram oportunidade de viver experiências diferenciadas no campo da comunicação social. Por isto a imaturidade impera na web.
O que mais se vê são sites onde tudo se mexe, tudo pisca e tudo fala, mas que são uma impenetrável floresta para o usuário. Um recurso tecnológico é selecionado mais em função do gosto do desenvolvedor, do que em função das necessidades de comunicação do site ou das facilidades que oferece ao usuário. Um discutível critério de “beleza” ou “sedução” acaba pesando mais que a usabilidade.
UVB.BR - Embora os ambientes virtuais de aprendizagem favoreçam o surgimento de comunidades virtuais, não há instrumentos para normatizar a aprendizagem nessas comunidades. Que instrumentos o senhor sugeriria para que as comunidades apresentem maior aproveitamento de aprendizagem?
Azevedo - Nenhum. Não é uma questão de normatização. Comunidades virtuais precisam de animadores, não de normas. Quando não dispõem de animadores competentes, pouca coisa acontece. Quando dispõem de elementos com boa formação, experientes e capazes para a tarefa de animação comunitária, o aproveitamento é altíssimo.
Não sugiro um instrumento: sugiro pessoas bem preparadas. O segredo não está nem em normas, nem em tecnologia, está em pessoas, educadores capacitados para atuarem como animadores da inteligência coletiva em comunidades virtuais...
UVB.BR - Qual o futuro dos ambientes virtuais de aprendizagem? Para onde eles caminham?
Azevedo - Não vou “descrever” um futuro. Vou apenas apontar a direção para a qual eu gostaria que este futuro caminhasse. Gostaria que os ambientes virtuais de ensino-aprendizagem caminhassem para uma maior integração entre tecnologia e educação. Gostaria que a pedagogia comandasse o processo de desenvolvimento destes ambientes e não a informática.
Gostaria que pudéssemos contar com bons recursos síncronos e assíncronos para interação comunitária, bem desenhados e adaptados especificamente a necessidades educacionais. Gostaria, enfim, que fossem pensados e concebidos a partir de novos paradigmas educacionais, coerentes com a nova realidade, com a nova economia e com a nova cultura que a internet vem ajudando a fazer avançar e disseminar.
Fonte : http://www.aquifolium.com.br/educacional/artigos/entruvb.html. Acessado em 24/09/2013.
GITOMER, Jeffrey. Boom de Mídias Sociais. São Paulo: Makron Books, 2012.
1. Responda as questões relacionadas ao Facebook. O objetivo é identificar os passos básicos para conhecer uma das mídias sociais mais utilizadas para relacionamento mediado por tecnologias da informação e da comunicação.
a) Como usar o Facebook?
b) Como linkar perfis no seu Facebook?
c) Como criar um grupo compartilhado no Facebook?
d) Como criar eventos e convidar amigos no Facebook?
e) Como criar um link amigável para seu perfil no Facebook?
2. Vários dos serviços ou ferramentas atualmente utilizados na internet têm uma aplicação direta nos serviços de informação, bem como na área de pesquisa e ensino. Cada um deles têm aplicações diversas, podendo atender a diferentes finalidades. Faça um breve resumo dos recursos de comunicação e interação disponibilizados pelo chat, observando as possibilidades de sua aplicação como ferramenta de mediação na EAD.