Unidade 1

Elementos Direito
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Introdução

Objetivos de Aprendizagem

Apresentar as novas formas de relações pessoais e de trabalho medianas pela Tecnologia da Informação e da Comunicação, seus recursos e ferramentas..

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INTRODUÇÃO

O trabalho colaborativo tem sido potencializado pelo uso das tecnologias, possibilitando também que se estenda a questões teóricas e práticas. A ênfase em torno do trabalho agora é criar possibilidades de cooperações e produções coletivas. 

É preciso tomar cuidado ao examinar tudo isso. Serão apresentadas especulações em torno do trabalho e sua organização a partir das novas técnicas em rede, sem a pretensão de fechar este ponto ainda em pleno desenvolvimento, introduzindo um diálogo sobre a cultura tecnológica e suas implicações nas mudanças no trabalho. 

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NOVAS TECNOLOGIAS NA CULTURA E NO TRABALHO

Grande parte dos trabalhos relacionados à Cibercultura tem deixado de lado um aspecto importante que é seu lado sociológico, definindo-se três aspectos em uma forma nova de trabalho social: 

Uma mudança cultural, estabelecendo uma nova relação mais horizontal e interativa que as mídias anteriores.

Tendo aspecto de trabalho, ainda de forma não muito clara, pode ser classificado como imaterial.

Como principal aspecto é que este produto é socializado e existe a tendência de ser produto livre de código aberto. 

Como se deu o surgimento do primeiro instrumento de trabalho, um pedaço de pau para atingir um animal ou pegar uma fruta em uma árvore, isso não importa. Foi com o uso do fogo com elemento transformador do alimento que o homem introduziu a subjetividade no trabalho e na sobrevivência, para transformar o alimento produzido em um novo alimento ou para seu aquecimento.

Provavelmente, a escrita surgiu nesta fase, ainda que expressa na forma de desenho de animais, também é provável que os chifres de animais abatidos fossem um dos primeiros instrumentos de trabalho deste homem. 

Este foi certamente, um dos elementos acelerador da formação da comunidade e de transformação da simples coleta do alimento na natureza, para a formação de comunidades sedentárias com o início de cultivo. Os rios tiveram grande influência na formação das primeiras grandes civilizações do ocidente. 

Surgem neste período os primeiros códigos e as primeiras escritas, os escribas passam a ocupar papel de destaque nas cortes, dando um impulso no desenvolvimento da subjetividade humana. 

A forma de expressão deste período é tradicionalmente oral, ou seja, fundamentada nos ensinamentos passados às pessoas de forma “falada”, pois os escritos em papirus tinham alto custo e muitas vezes estes eram lavados destruindo as informações ali contidas, para escrita de novas informações. 

A indústria moderna organizou os aspectos objetivos do trabalho, como conjunto de atividades, recursos, instrumentos e técnicas de que o homem se serve para produzir, em uma velocidade não conhecida antes. 

O desenvolvimento das técnicas químicas e mecânicas inicialmente, e as elétricas e eletrônicas em uma segunda fase, apresentaram um progresso material jamais experimentado pela humanidade em tão curto espaço de tempo, porém os aspectos subjetivos necessários ao desenvolvimento humano foram deixados em segundo plano, quando não ignorados. 

A subjetividade agora não implica apenas na distribuição dos bens materiais e culturais, mas na aceitação destes bens entre diversas formas de bens da cultura, incluindo a espiritualidade e a religião. 

É sensível que os povos desejam esta autonomia e ao mesmo tempo desejam a coparticipação no desenvolvimento global, porém a gestão de bens e de sua distribuição sofre ainda os antagonismos que precipitaram duas grandes guerras mundiais. 

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CONCEITO DE TECNOLOGIA

Tecnologia é um termo que abrange o conhecimento técnico e científico e a aplicação destes conhecimentos por meio de sua transformação no uso de ferramentas, processos e materiais elaborados ou empregados a partir de tal conhecimento.

A tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço na vida social dos indivíduos. As atuais inovações tecnológicas têm como principal ferramenta os computadores, que são utilizados em atividades práticas no dia a dia das pessoas. Nas últimas décadas o crescimento do uso dos computadores tem sido apontado como uma das principais causas do desenvolvimento tecnológico, como pode ser observado na Figura 1.

Figura 1 - Recursos tecnológicos.

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A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E O TRABALHO

Segundo Bonilla (2005), o termo “sociedade da informação” vem sendo utilizado para caracterizar a época atual em que vivemos referenciando as mudanças relacionadas às TICs, à economia, estilo de vida e outros aspectos.  A autora destaca algumas definições de sociedade da informação:

Definição tecnológica: a ênfase reside no espetacular avanço das tecnologias e das notáveis transformações nos processos de armazenamento e transmissão da informação.

Definição econômica: relacionada à mensuração do tamanho e crescimento da indústria da informação.

Definição ocupacional: baseada nas transformações que vêm ocorrendo no setor do trabalho.

Definição espacial: sustentada pelas ideias de velocidade e compreensão do espaço-tempo global.

Definição cultural: referente ao crescente volume de informações que circulam diariamente pelos meios de comunicação e formam um novo ambiente informacional.

As definições citadas ainda não tornam o conceito de sociedade da informação preciso. Tais conceitos atribuem destaque as TICs no cotidiano da sociedade moderna, mas são insuficientes para defini-las por completo.

Muitas são as interpretações sobre as inovações tecnológicas, criando-se diversos conceitos a respeito. Segundo Schaff (1993), as mudanças sociais que estão ocorrendo são definidas como “revolução técnico-científica”, tendo como um de seus desdobramentos a “segunda revolução técnico-industrial”, trazendo a microeletrônica com eixo principal. Para o autor o desemprego foi uma das maiores consequências de tal “revolução”, as pessoas perderam seus empregos para a automatização industrial. Isso provocou um incremento da produtividade e da riqueza social e ao mesmo tempo a redução da demanda de trabalho humano.

Realmente, ao se incorporar novas tecnológicas ao processo produtivo, tende-se a gerar uma maior valorização do capital, reduzindo o uso de material humano. Não quer dizer que a mão de obra humana seja substituída pelas máquinas, mesmo porque, as máquinas são consideradas instrumentos de trabalho. Desprezar o trabalho humano faz com que o entendimento das mudanças históricas da época se tornem sem sentido. 

É fato que as novas tecnologias estão cada vez mais presentes na sociedade atual, mas isto não quer dizer que ela seja o centro das relações sociais, mesmo que exerçam um forte impacto nestas relações.

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A INSERÇÃO DAS TIC NO TRABALHO

As Tecnologias da Informação e da Comunicação são a definição de ferramentas criadas para satisfazer necessidades do homem, tendo como principal criador a sociedade capitalista.

Algumas formas de regulação social foram criadas para se manter as bases da sociedade capitalista. Segundo Gerra (2000), destaca-se a “racionalidade instrumental”, que encontra-se dependente do alcance de fins particulares e resultados imediatos. Isso a torna útil às estruturas da sociedade capitalista, reduzindo a reflexão crítica humana a meras técnicas.

A tecnologia tem grande expansão com o surgimento da computação eletrônica e da informática. Na cultura moderna faz parte do cotidiano dos indivíduos em todas as áreas de conhecimento e atuação, até mesmo no convívio humano através das redes sociais.

Figura 2 - Tecnológicos no trabalho.

A utilização desta tecnologia não passa apenas pelo saber as técnicas e ferramentas, mas deve passar pelo verdadeiro por que da sua utilização pelo indivíduo agente. 

As novas tecnologias da informação e da comunicação trazem muitas consequências e pode-se observar seu poder multiplicador em praticamente todos os meios de convivência dos indivíduos. Em várias áreas as TIC têm trazido novas formas de expressão, conhecimentos, possibilidades, pensamentos e por consequência, novos desafios e perspectivas. 

Diante da importância de se reconhecer o verdadeiro papel da tecnologia na sociedade atual, não sendo apenas caracterizado como conhecimento dos meios e ferramentas disponíveis, mas sim como algo que modifica, produz e reproduz métodos inovadores e diferenciados de viver e de se inserir nas relações sociais (VELOSO, 2012).

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A INTERNET

A internet em seus vários desdobramentos quanto a disponibilização de recursos de interação entre indivíduos, tem apresentado um potencial significativo. Seus recursos facilitam a interação e comunicação entre grupos heterogêneos, possibilitando em tese, a manutenção das identidades culturais e dos valores éticos.

Atualmente a Internet se configura não apenas como uma questão tecnológica, ela pode ser entendida como um importante fator cultural que influencia nas mudanças das formas de se relacionar e viver em sociedade.

Os meios de comunicação instantâneos, por exemplo, as redes sociais, blogs, Skype, e-mails e outros (Figura 3), a Internet tem modificado significativamente os meios de comunicação entre os indivíduos. Da mesma forma, a Internet tem sido utilizada como meio de produção e disseminação de grandes quantidades de informação, por exemplo, bibliotecas digitais, livros disponíveis em rede, e a própria Wikipédia uma grande enciclopédia virtual. Utilizada de forma correta, a Internet pode-se configurar como uma importante ferramenta para o desenvolvimento pessoal e coletivo, proporcionando inúmeras contribuições para o trabalho, o ensino, o laser e a cultura (VELOSO, 2012).

Figura 3 - Ferramentas de comunicação.

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A ESTRUTURA ESTRATÉGICA DAS TIC

A possibilidade de produzir mudanças na qualidade referentes ao contexto social aponta para a importância da tecnologia. É um potencial que pode servir tanto ao interesse das classes dominantes da sociedade, e também contribuir para elaboração de um projeto voltado a população de massa (VELOSO, 2012).

Para que todo o potencial das TIC seja realmente sedimentado, faz-se necessário um processo adequação deste recurso, valorizando outras competências e não somente a tecnologia (VELOSO, 2012).

Utilizar de forma crítica e rígida os recursos tecnológicos pode trazer alterações na realização de muitas atribuições e competências. Isso tende a gerar efeitos positivos no desenvolvimento das diversas profissões. A utilização dos recursos das TIC pode contribuir para que os profissionais potencializem competências e habilidades no contexto de sua atuação em diversas políticas sociais públicas (VELOSO, 2012).

As TIC podem nos ajudar a identificar as desigualdades e potencializá-las, ao mesmo tempo estipular as relações entre diferentes dados e informações, estimulando espaços para o diálogo, aprendizagem e compartilhamento (VELOSO, 2012).

Segundo Veloso (2012), no que se refere às profissões quanto ao uso das TIC aponta-se para algumas condições fundamentais, sendo três elementos básicos que possibilitam a integração das TIC ao trabalho: vontade e interesse dos profissionais em utilizar as tecnologias; existência de condições de trabalho adequadas; existência de formação profissional voltada para o tratamento deste tema (VELOSO, 2012).

Um dos fatores importantes para uma melhor absorção das TIC ao trabalho é a formação profissional, que deve contribuir para operacionalizar os recursos técnicos e também, quebrar o paradigma da resistência do seu uso, demonstrando as diversas alternativas e efeitos positivos da utilização correta da tecnologia (VELOSO, 2012).

Uma das alternativas para tentar quebrar a resistência ao uso das TIC por parte dos profissionais das diversas áreas é a reflexão que pode ser realizada nos meios de capacitação, como cursos de graduação, pós-graduação, capacitações e demais espaços de debate (VELOSO, 2012).

No que se refere à formação profissional, não se pode pensar em um simples ensino da informática básica, mas uma formação que direcione os profissionais para o entendimento e absorção dos potenciais das TIC, possibilitando a inserção dos benefícios da tecnologia no ambiente de trabalho. Não se pode esquecer que para uma adequação das TIC ao ambiente de trabalho é preciso verificar as condições e disponibilidade de recursos físicos, materiais e humano em quantidade e qualidade necessárias para realização das atividades tecnológicas.

Outro fator relevante quanto à absorção das TIC no ambiente de trabalho, está relacionada ao interesse dos profissionais no seu uso. A resistência dos profissionais em inserir no seu trabalho os recursos oferecidos pelas tecnologias pode estar relacionada à falta de interesse no seu uso, ou seja, não há interesse, mas na verdade, há uma resistência quanto à incorporação das TIC no ambiente de trabalho.

Tal resistência está relacionada às mudanças e melhorias que as TIC podem introduzir na realização das tarefas do cotidiano do profissional. Isso implica em atualização profissional, mudança de perfil, que traz melhorias na execução dos trabalhos, direcionando o profissional para as novas tendências inovadoras e firmando sua presença no mercado de trabalho cada vez mais tecnológico.

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A FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Uma abordagem mais aprofundada da importância da inserção das TIC no trabalho durante a formação profissional é um fator que pode contribuir muito para a quebra da barreira que ainda existe a tal inserção.

Para fixar a inserção das TIC no ambiente de trabalho subtende-se que no processo de formação profissional sejam abordando tanto os aspectos gerais do uso da tecnologia, quanto os benefícios que as TIC podem agregar às profissões.

Alguns profissionais buscam qualificação por meio de cursos de informática básica voltada para os editores de texto, planilhas eletrônicas e outros aplicativos mais utilizados no cotidiano do trabalho. Em alguns casos a qualificação se dá dentro da própria empresa, até mesmo por necessidade de aperfeiçoamento em virtude de mudanças nos sistemas operados pelos profissionais.

A grande demanda das atividades desenvolvidas no dia a dia dos profissionais fomenta a necessidade da inserção das TIC. É importante identificar as necessidades nos processos do trabalho para adequação das tecnologias apropriadas.

A importância da abordagem das TIC na formação profissional não quer dizer que tal conteúdo deva ter prioridade sobre os demais conteúdos que contemplam a formação profissional nas diversas áreas. A tecnologia deve ser trabalhada em igualdade de relevância com as demais competências e habilidades que fazem parte do trabalho profissional, deixando bem claro que a tecnologia não é prioridade na autonomia do trabalho, mas segundo Veloso (2012) no projeto profissional, nos valores e nas referências fundamentais das profissões.

Sendo assim, a formação profissional preocupada com a abordagem das TIC pode contribui para que seja tratada como conteúdo complementar na formação profissional, útil partindo do princípio que possibilita uma articulação das competências profissionais, não sendo no processo de formação, o principal item.

Conforme Veloso (2102), a presença das TIC na formação profissional é uma condição de grande importância, embora não seja a única para que o processo de introdução das tecnologias ao trabalho aconteça de forma rica e consistente. A abordagem das TIC na formação profissional pode tornar-se fundamental para que os profissionais possam desenvolver uma percepção criteriosa de tais tecnologias.

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AS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Com as discussões anteriores é possível verificar que informatizar não leva naturalmente a introdução das TIC no trabalho. Tal introdução precisa de condições para que os profissionais entendam o verdadeiro potencial que os recursos da tecnologia podem agregar ao trabalho.

Segundo Veloso (2012), isso demanda um série de esforços que envolvem a existência de condições adequadas de trabalhos, bem como envolvimento com o trabalho, vontade política, formação e qualificação profissional contínuas, dentre outros fatores. Muitas vezes as condições necessárias para a incorporação das TIC não estão disponíveis para os profissionais, dificultando tal incorporação. Portanto, conhecer as condições de trabalho dos profissionais é vital para que a incorporação das TIC seja possível.

Embora condições para incorporação não seja o único pré-requisito, considera-se aspecto básico, sendo condição a presença de materiais e objetos necessários à incorporação.

Em muitas organizações a falta de condições adequadas de trabalho, até mesmo a falta de requisitos mínimos necessários para o desenvolvimento profissional sobrecarregando o trabalhador, gerando um ambiente tenso e estressante.

Mesmo com tantas dificuldades muito profissionais sonham com a inserção com a introdução das TIC nas rotinas do trabalho, tentando eliminar as barreiras reais presentes no dia a dia. Pode-se apontar a dificuldade de acesso a equipamentos básicos para a prática das TIC, como computadores, impressoras, suprimentos de informática, e também, a falta de espaços para qualificação na área.

Para uma efetiva introdução das TIC no ambiente profissional é relevante que as condições de trabalho sejam favoráveis. Ma maioria dos casos a frequência da tecnologia se dá em ambientes de trabalho que existam condições que os profissionais acreditam ser adequadas. 

Incentivar a introdução das TIC à rotina do trabalho deve passar por uma reflexão da importância que as condições de trabalho exercem em tal processo. A simples existência de condições não garante a introdução das TIC, é preciso articulação entre condições e potencialidades que as TIC poderão agregar ao trabalho, aí sim, processos de formação profissional que atenda as demandas e especificidades de cada profissão se fazem necessário, ajudando no processo de introdução da TIC no trabalho.

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REFLETINDO SOBRE

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As tecnologias possibilitam que o trabalho colaborativo também se estenda a questões teóricas e práticas. A ênfase em torno do trabalho agora é criar possibilidades de cooperações e produções coletivas. 

É preciso tomar cuidado ao examinar tudo isso, foi apresentada uma deliberada especulação em torno do trabalho e sua organização a partir das novas técnicas em rede, sem a pretensão de fechar este ponto ainda em pleno desenvolvimento, mas de introduzir o diálogo sobre Cibercultura. 

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QUERO SABER MAIS

FIQUE POR DENTRO

No link a seguir há um vídeo sobre TIC – Tecnologia da Informação 

e da Comunicação:

<http://www.youtube.com/watch?v=cl1291SqSow>.

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REFLETINDO SOBRE

É apresentado abaixo um artigo da professora Martorelli Dantas debatendo EaD, ambiente corporativo e formação continuada. Aproveite a leitura e reflita sobre os assuntos brilhantemente debatidos pela professora.

O ENSINO A DISTÂNCIA NO AMBIENTE CORPORATIVO, UMA FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA

Martorelli Dantas(*)

Não é de hoje que se diz que é preciso estudar sempre. É necessário que os profissionais, sejam quais forem as suas áreas de atuação, estejam em contínuo processo de desenvolvimento e aprendizado. Esta realidade tem feito profissionais já estabelecidos no mercado de trabalho retornarem aos bancos escolares, para fazerem MBA’s e cursos de especialização. Refletir, repensar e trocar experiências com outras pessoas igualmente envolvidas no mundo produtivo tornou-se compulsório.

Mas nem todas as pessoas têm oportunidade de tempo e condições financeiras para estes cursos, que em geral são caros e demandam o deslocamento do profissional, freqüentemente, para outros países, e quando não, para outros estados. Há profissionais que estão em um momento tal de suas vidas que a retirada do “front” de trabalho neste instante não seria estratégica. As razões são várias: dificilmente conseguiriam retornar para ocupar a mesma posição depois do período de estudos, não têm reservas financeiras para bancarem tal afastamento, não contam com um projeto de estímulo à educação continuada em suas empresas. É para esses profissionais, inclusive, que o modelo corporativo de EaD (Ensino a Distância) parece-me especialmente apropriado.

Disse “inclusive” porque EaD não é uma forma de estudar para quem não tem tempo ou dinheiro. Quem não tem tempo para estudar e não tem recursos para financiar este estudo, nem conta com quem possa fazê-lo, simplesmente não pode estudar. É urgente que desfaçamos o engano de que é possível fazer bons cursos, ter bons professores e ter um crescimento profissional real sem investimento. Isso não é possível, e acredito que nunca foi nem nunca será.

Mas voltando à questão da utilização do Ensino a Distância no ambiente corporativo, devo afirmar que esta tem sido uma tendência dos nossos dias.

Primeiro foram as grandes universidades do mundo que começaram a utilizar com seus alunos de MBA, já na década de 80, meios como apostilas, fitas de vídeo e áudio, para instruírem aqueles com maior dificuldade de deslocamento. Com o advento da Internet parece que todos esses recursos encontraram um só caminho para ligarem alunos, professores e a própria instituição de ensino. Isso com a facilidade de que a comunicação pode ser feita não apenas de um para muitos, mas de forma completamente interativa, constituindo uma verdadeira comunidade de aprendizado.

Mais recentemente as empresas de grande porte como a Accor Brasil, BankBoston, DataSul e Visa perceberam o potencial e a necessidade de manter suas estrelas dentro de suas próprias portas e criaram as Universidades Corporativas. Elas, nada mais são, que a criação, intramurus, de comunidades de aprendizado colaborativo, que oferecem a oportunidade aos funcionários da empresa de trocarem suas experiências e aprenderem com especialistas convidados. E nenhum canal se mostrou mais eficaz para isso que a Internet, com seus recursos multimídia e infindas possibilidades de interação.

Se a escola entrou na empresa, e não mais para alfabetizar, é preciso também que a pedagogia faça o mesmo. Não há formação, crescimento e transformação sem educação, e o ensino corporativo não é exceção à regra. É preciso formar educadores capazes de dimensionar modelos e estratégias próprias para a implantação de sistemas de educação continuada através do EaD dentro das empresas, sob risco de despendermos inutilmente esforços, tempo e recursos.

A Aquifolium é uma empresa, entre outras, que tem se dedicado a preparar esses educadores para agirem dentro de universidades, escolas, corporações e iniciativas independentes.

Já passaram por nossos cursos, eventos e palestras mais de mil alunos, os quais estão engajados em um mercado de trabalho crescente e exigente. Acredito que muitas empresas que já possuem toda uma estrutura de comunicação interna através da Internet, poderiam usar os equipamentos e o pessoal treinado, sob a supervisão e orientação de educadores, para desenvolver seus próprios cursos de aperfeiçoamento profissional. Para implementá-los não precisa ser rico, basta ser grande.

(*) A autora é professora da Escola Superior de Marketing do Recife, da Universidade de Pernambuco e membro da Equipe Pedagógica da Aquifolium Educacional.

Fonte : <http://www.aquifolium.com.br/educacional/artigos/martorelli.html.> Acessado em 23/09/2013.

REFLITA

É apresentada abaixo uma entrevista do professor Wilson Azevedo debatendo a tecnologia na educação. Aproveite a leitura e reflita sobre os assuntos brilhantemente debatidos pelo professor.

TECNOLOGIA EM FAVOR DA EDUCAÇÃO

Entrevista concedida ao portal WWWork

Wilson Azevedo

wwwork: Quais são os serviços oferecidos pela Aquifolium?

Wilson Azevedo: A Aquifolium é uma empresa que desenvolve projetos para a internet, com forte ênfase no aspecto humano e comunicacional da rede, sem negligenciar o tratamento adequado da tecnologia. Nossa unidade de negócios educacionais, a Aquifolium Educacional, dedica-se especificamente à educação on line, isto é, ao desenvolvimento de projetos de educação utilizando redes informatizadas, sendo a educação à distância o principal campo que vem demandando nossa atuação.

wwwork: Na sua opinião, como está sendo o desenvolvimento do ensino à distância no Brasil?

Wilson Azevedo: Primeiramente, creio que deve-se destacar que o Brasil ocupa posição de destaque em nível mundial no que diz respeito à educação à distância. Aqui foram desenvolvidos os mais bem-sucedidos programas com uso de rádio e TV. Um exemplo deles é o TeleCurso 2000, caso de sucesso, destacado mundialmente. Mas, ainda estamos num processo embrionário. Temos algumas iniciativas que deveriam ser corretamente classificadas no campo editorial e no mercado de publicações, embora esteja muito claro para a maioria das pessoas que o fato de se ler um livro que tem o título “curso de alguma coisa” não significa que se esteja efetivamente fazendo um curso. Ainda não se tem a mesma clareza quando se trata de publicações eletrônicas em páginas na web.

wwwork: A educação à distância existe desde fins do século XVIII. A evolução da tecnologia é um dos principais motivos para a popularização do ensino à distância? Você acha que é uma tendência a utilização cada vez mais frequente e usual da internet no ensino?

Wilson Azevedo: Não diria que estejamos assistindo a uma popularização da EaD no Brasil. Pelo contrário, estamos assistindo a um processo compreensível de elitização da educação à distância. A EaD no Brasil sempre foi vista como uma modalidade popular, ou voltada para os andares inferiores do edifício social, uma maneira de, supletivamente, atender aos que iam ficando excluídos do sistema educacional presencial. Nossos principais programas à distância sempre estiveram voltados à alfabetização e à formação básica da população de baixa renda.

O advento das redes corporativas e da internet conferiu um novo status a educação à distância. A educação online vem sendo vista por empresas e instituições de ensino como uma forma nova de atender a outro tipo de excluído, não o excluído social, mas o excluído pela falta de disponibilidade de tempo ou pela distância em relação aos centros de excelência, uma elite gerencial, executiva, profissional que vem se dirigindo os mais recentes esforços em educação online.

wwwork: Quais são as vantagens e desvantagens da educação à distância para os alunos e professores?

Wilson Azevedo: As principais vantagens, mas também os maiores perigos, se encontram na flexibilidade em relação ao tempo. Alunos e professores não ficam mais presos às grades de horários que definem uma hora para começar e outra para encerrar uma aula. Alunos e professores precisam de maior disciplina para estabelecer os horários que lhes são mais convenientes - e efetivamente dedicar-se ao estudo nestes horários. Isto requer um perfil mais autônomo e independente para o aluno, coisa que nosso sistema educacional não incentiva nem desenvolve.

Além disto, no caso específico da educação on line, o aluno - e também o professor - precisa adaptar-se a uma outra ecologia pedagógica, um outro ambiente caracterizado por uma temporalidade multissincrona, uma espacialidade virtual e uma sociabilidade comunitária. Esta adaptação é um processo delicado que precisa ser bem trabalhado para evitar-se o fracasso, a angústia e a frustração.

wwwork: E a relação entre estudante e professor, não fica prejudicada?

Wilson Azevedo: Na EaD convencional, baseada em módulos auto-instrucionais, com uso de servico postal, rádio ou TV, este sempre foi um problema. Mais ainda do que a relação estudante-professor, a fecunda experiência de relacionamento interpessoal e comunitário em turmas de alunos era totalmente impossível com uso destas tecnologias. Mas justamente uma das maiores contribuições das novas tecnologias da informação e da comunicação, notadamente da internet, reside na possibilidade de interação coletiva à distância - que pode ser intensa, de altíssima qualidade e elevado grau de profundidade, quando bem incentivada e trabalhada. A maior contribuição está nesta possibilidade de envolver alunos e professores em comunidades virtuais de aprendizagem colaborativa.

wwwork: A motivação do estudante não diminui com o ensino à distância? Esse tipo de ensino não estimula uma individualização dos estudantes por não estarem reunidos em grupos?

Wilson Azevedo: No modelo baseado na chamada auto-instrução isto é um fato. Mas este foi um modelo desenvolvido diante dos limites impostos pelas tecnologias classificadas como da primeira (rádio, TV) e da segunda geração (software educativo, CD-ROM) e pela orientação do contexto econômico e cultural da sociedade industrial. Com o advento da chamada “sociedade da informação” e das tecnologias de terceira geração, as das redes de computadores, não precisamos ficar presos a este modelo. Aliás, é um desperdício utilizar a internet apenas para a auto-instrução, um equívoco de enfoque desenvolver um curso on-line como se fosse um CD-ROM educativo. A internet combina as 3 possibilidades de comunicação: de um-para-um, de um-para-muitos e, sobretudo, de muitos-para-muitos. Via internet, comunidades virtuais de aprendizagem colaborativa podem envolver o estudante, mantendo sua motivação e estimulando a constante e intensa troca e cooperação de todos com todos. Não perceber isto tem sido um equívoco, infelizmente, ainda muito comum em iniciativas educacionais na internet. Mas acho que estamos assistindo a um processo de gradual amadurecimento, tanto de instituições, quanto do público, que nos fará perceber com mais nitidez que a aprendizagem colaborativa em comunidades virtuais oferece o modelo mais adequado à educação on-line.

É apresentado abaixo um artigo debatendo EaD e o mercado de trabalho. Aproveite a leitura e reflita sobre os assuntos brilhantemente debatidos pela professora.

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O MERCADO DE TRABALHO 

Ana Carolina Garcez Bueno Carneiro 

César Augusto Garcez Bueno Carneiro

Mariana Mayrink Giardini 

RESUMO

A revolução tecnológica  mudou  costumes,  hábitos  e  valores  na  sociedade contemporânea e trouxe facilidades para a área da educação, que é uma das que mais faz uso dos recursos tecnológicos. A competição e exigência do mercado de trabalho levam cada vez mais pessoas a buscarem conhecimento e uma formação (graduação, pós-gradução, mestrado, doutorado) e o EAD tem proporcionado essa facilidade a muita gente, que por motivo de distancia, financeiro e outros, não pode estar presente em uma faculdade, mas também surge a preocupação  da  aceitação  do  mercado  com  relação  ao  profissional  na  área  da Aquacultura/Engenharia de Pesca/Aquicultura, Técnico em Piscicultura, formado pelo ensino a distância. 

PALAVRAS-CHAVE: EAD, Tecnologia, Profissional. 

INTRODUÇÃO 

As novas tecnologias já fazem parte da vida cotidiana da sociedade, e as mudanças comportamentais já são bem evidentes. A internet facilita a vida das pessoas, principalmente com relação a informações e pesquisas e agilidade em alguns tipos de serviço, a exemplo compras. A quantidade de informações também é grande, então é necessário filtrar as informações de seu interesse. 

As pessoas que pela correria do cotidiano, problemas financeiros, e outros de cunho pessoal que estão à procura de estudo para ingressar no mercado de trabalho, que está cada vez mais exigente, têm a necessidade de fazer uma faculdade, e hoje em dia temos o método EaD (EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA), que permite acesso a educação de forma mais fácil, inclusive em menos tempo que uma faculdade com ensino presencial. 

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 

É um ensino na qual o aluno não precisa esta fisicamente presente em um ambiente de ensino como escola, universidade. A didática deste ensino depende da tecnologia, a exemplo, a internet, via mais utilizada hoje como estudos a distância por outro lado o aluno tem que se esforçar porque se torna um estudo mais autônomo que é empregado nos horários em que o aluno despose para dedicar-se ao estudo. 

EAD NO BRASIL 

Segundo a enciclopédia Wikipédia, no Brasil, desde a fundação do Instituto Rádio Técnico Monitor, em 1939, o hoje Instituto Monitor, iniciaram várias experiências de educação a distância   com relativo sucesso. As experiências brasileiras, governamentais e privadas, foram muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos. No passado, os resultados não foram suficientes para ter aceitação governamental e social da modalidade de educação a distância no país. Porém, a realidade brasileira já mudou e o governo brasileiro criou leis e estabeleceu normas para a modalidade de educação a distância no país. 

As bases legais para essa modalidade foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional n°9.394, de 20 de dezembro de 1996, regulamentada pelo decreto n°5.622 de 20 de dezembro de 2005, que revogou os decretos n°2.494 de 10/02/98, e n°2.561 de 27/04/98, com normatização definida na Portaria Ministerial n°4.361 de 2004. No decreto n°5.622 dita que, ficam obrigatórios os momentos presenciais para avaliação, estágios, defesas de trabalhos e conclusão de curso.Classifica os níveis de modalidades educacionais em educação básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior. Os cursos deverão ter a mesma duração definida para os cursos na modalidade presencial e ainda, poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados em cursos presenciais, da mesma forma que cursos presenciais poderão aproveitar estudos realizados em cursos a distância.

Regulariza o credenciamento de instituições para oferta de cursos e programas na modalidade a distância (básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior). 

ASPECTO IDEOLÓGICO 

A EaD caracteriza-se por estabelecer uma comunicação de diversas maneiras, suas possibilidades ampliaram-se em meio às mudanças tecnológicas como uma modalidade alternativa para superar limites de tempo e espaço. Seus referenciais são fundamentados nos quatro pilares da Educação do Século XXI publicados pela UNESCO, que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.

Desta forma, a Educação deixa de ser concebida como apenas transferência de informações e passa a ser norteada pela contextualização de conhecimentos úteis ao aluno. Na educação a distância, o aluno é desafiado a pesquisar e entender o conteúdo, de forma a participar da disciplina. 

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O MERCADO DE TRABALHO 

Apesar de a educação a distância ser um modelo sério, legalizado e com respaldo e amparo do MEC, e de ser adotado hoje em quase todas as faculdades e universidades do Brasil, algumas pessoas que pretendem fazer uma faculdade à distância têm se preocupado com sua aceitação ou não pelo mercado de trabalho. Uns usam a expressão reconhecimento pelo mercado de trabalho, outros apenas aceitação, mas no fundo a preocupação é a mesma. O mercado de trabalho formal vai sempre optar pelo que é mais formal. O mercado menos formal tende a observar a capacidade do indivíduo e não apenas a sua formação. Então, diante disso é evidente que a preocupação com o mercado de trabalho poderá se justificar ou não. 

OS ALUNOS DE HOJE E PROFISSIONAIS DE AMANHà

A grande preocupação não é o que o mercado e trabalho acha ou deixa de achar da educação a distância e sim o tipo de profissional que as faculdades EAD vão enviar para o mercado. O receio maior é que muitas pessoas estejam despreparadas para enfrentar um curso a distância e conseqüentemente para ingressar no mercado de trabalho em que se pretende formar, dependendo da área,  a exemplo a saúde, por irresponsabilidade de um  mau profissional, vidas podem estar em jogo. Diante do estudo feito, foi possível perceber que alguns alunos têm dificuldade de compreensão de um simples texto, prova disso são as dúvidas, comentários em chats, rodapés, posts, sem contar nos erros de português (ortografia), grafia errada, a faculdade não corrige esses erros e provavelmente irão parar no mercado de trabalho. As baixas mensalidades de EAD e comodidade de horário e local despertam o interesse de muita gente, isso é bom, pois a faculdade é uma extensão e não o básico, logo os alunos devem fazer estudos por conta própria, seja em cursinho ou através de conteúdo gratuito disponível na internet, criar o hábito de leitura e informação, adquirindo mais conhecimento e experiência sobre a área de estudo desejada. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

É indiscutível que a educação a distância é a modalidade de ensino que mais cresce no país. O mercado de trabalho passa a reconhecer o valor e a importância que a EAD proporciona aos novos profissionais formados por um sistema que inibe a atitude passiva e capacita trabalhadores com perfis de autonomia e independência. “Os que se formaram mostram que têm bastante disciplina, empenho, são organizados e cumprem prazos”, acredita Constantino Cavalheiro, diretor da Catho Educação. “No processo seletivo, a empresa não avalia a modalidade de ensino, mas a instituição. Se é de renome, é aceita. O que conta é a reputação da escola. E mais importante que o certificado é o conhecimento do aluno e sua capacidade de apresentar resultado.” 

Foram observados os crescentes índices de empresas que tanto acreditam na educação a distância como também usufruem dela como eficiente método de treinamento para a capacitação de seus colaboradores. “Em 2007, pela primeira vez desde a criação do Enade (2004), o Inep (órgão de avaliação e pesquisa do MEC) comparou o desempenho dos alunos dos mesmos cursos nas modalidades a distância e presencial. Em sete das 13 áreas onde essa comparação é possível, alunos da modalidade a distância se saíram melhores do que os demais.” (Fonte: Folha de São Paulo) 

A realidade é que haverá sim empresas que irão torcer o nariz para quem fez uma faculdade a distância, mas isto não é regra no mercado. O importante é se preocupar com a sua formação e fazer a diferença, procurar uma instituição confiável, usufruir de todos os recursos disponíveis para sanar as possíveis duvidas de conteúdo, para ser um bom profissional , enfim, assim terá  aceitação do mercado sem nenhum problema. 

Fonte: www.abed.org.br/congresso2013/cd/380.doc

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QUERO SABER MAIS

INDICAÇÕES DE LEITURA

VELOSO, Renato. Tecnologias da informação e comunicação. São Paulo: Saraiva, 2011.

LAURINDO, Fernando José Barbin; ROTONDARO, Roberto Gilioli. Gestão Integrada de Processos e da Tecnologia da Informação. São Paulo: Atlas, 2006.

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ATIVIDADES

1. Reflita sobre o que você entende por Tecnologia da Informação.

2. Continuando as reflexões. Agora que você já tem a percepção do que é Tecnologia da Informação, o que você entende por Tecnologia da Informação e da Comunicação?

3. Faça uma pesquisa sobre a utilização de recursos tecnológicos no cotidiano das pessoas quanto às relações sociais. O objetivo é identificar que tipos de recursos da TIC as pessoas têm utilizado nas relações pessoais de trabalho mediadas pela tecnologia.

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